Câncer infantil exige atenção aos sinais de alerta e diagnóstico precoce que pode salvar vidas

Câncer infantil exige atenção aos sinais de alerta e diagnóstico precoce pode salvar vidas

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul reforça a importância da identificação rápida da doença no Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil

Fevereiro é marcado pelo Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil, celebrado no dia 15, uma data que chama atenção para uma das principais causas de morte entre crianças e adolescentes no mundo. No Rio Grande do Sul, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta que reconhecer precocemente os sinais da doença é decisivo para ampliar as chances de cura, que podem ultrapassar 80% quando o diagnóstico ocorre de forma rápida e o tratamento é realizado em centros especializados.

Diferentemente do câncer em adultos, o câncer infantil, na maioria dos casos, não pode ser prevenido. Por isso, a observação cuidadosa de sintomas persistentes faz toda a diferença. Febre prolongada, palidez, cansaço excessivo, dores ósseas, manchas roxas sem causa aparente, sangramentos frequentes, aumento de gânglios e infecções recorrentes estão entre os sinais que não devem ser ignorados por famílias e profissionais de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 400 mil crianças são diagnosticadas com câncer a cada ano no mundo. Nas Américas, a estimativa foi de 32.065 novos casos em 2020 na faixa etária de 0 a 14 anos, sendo 20.855 na América Latina e no Caribe (fonte: OMS/OPAS). Entre os tipos mais frequentes na infância estão as leucemias, que representam cerca de um quarto dos diagnósticos.

“A leucemia afeta a medula óssea, comprometendo a produção das células do sangue, o que pode levar a sintomas como anemia, infecções de repetição e sangramentos”, explica a 2ª tesoureira da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, médica hematologista pediátrica Virginia Tafas da Nóbrega.

Segundo a especialista, avanços significativos nas últimas décadas transformaram o cenário da doença.

“Hoje, quando o câncer infantil é diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, a maioria das crianças pode alcançar a cura e ter boa qualidade de vida após o tratamento”, completa.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul destaca que a conscientização contínua, aliada à capacitação dos profissionais e ao acesso rápido aos serviços especializados, é fundamental para mudar a história de milhares de crianças e famílias.

Sobre a Sociedade de Pediatria do RS

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.

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