No segundo dia de provas do esqui cross-country, Aline Rocha e Cristian Ribera voltaram ao top-5 na prova dos 10 km, da classe sitting (atletas que competem sentados)
O Brasil voltou à pista do Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas, nesta quarta-feira, 11, para a disputa dos 10 km individuais do esqui cross-country nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 e colocou quatro atletas entre os 15 melhores em suas respectivas provas, apenas um dia após a histórica medalha conquistada por Cristian Ribera, no sprint.
Principal nome do país na modalidade, Cristian Ribera terminou na 5ª colocação na classe sitting (atletas que competem sentados), com o tempo de 24min31s1, ficando a apenas sete segundos do bronze. O ouro ficou com o russo Ivan Golubkov, o grande nome da modalidade na atualidade, seguido pelos chineses Mao Zhongwu (prata) e Zheng Peng (bronze).
“Muito feliz. Muito agradecido pelo carinho. Consegui a prata [ontem] e hoje gostei bastante da minha prova. A pista estava melhor que nos outros dias. O clima ajudou a manter a neve firme. Eu saí forte, achei que estava forte demais na primeira parcial. Na última volta, eu estava com dor de barriga pela falta de ar, a força que eu estava fazendo. E, mesmo assim, fiquei a sete segundos do bronze. O Ivan Golubkov é um dos melhores esquiadores do mundo. Foi merecido”, afirmou Cristian, nascido em Rondônia há 23 anos, mas radicado em Jundiaí, São Paulo, desde os três meses de vida.
Na mesma prova, entre as mulheres, a paranaense Aline Rocha, de Pinhão, teve um desempenho expressivo e terminou na 5ª colocação na prova feminina, com tempo real de 28min37s3. O pódio foi formado pelas norte-americanas Oksana Masters (ouro) e Kendall Gretsch (bronze) e pela sul-coreana Kim Yunji (prata). Já a paulista Elena Sena completou a disputa na 16ª posição.
“Foi uma prova mais difícil para mim. Larguei muito bem, mas, a partir da segunda volta, eu me atrapalhei um pouco, bati no V-Board”, explicou, mencionando a placa de plástico utilizada para delimitar o traçado. “Não posso reclamar, a preparação foi boa. Treino é treino, jogo é jogo, não dá para prever o que vai acontecer aqui. Foi uma ótima colocação, esperava ir melhor, mas ainda tem outras provas. Espero fazer uma grande prova nos 20 km e também no revezamento e sigo torcendo para os meus amigos”, disse Aline.
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DOS BRASILEIROS EM MILÃO-CORTINA 2026
Outros dois brasileiros também apareceram entre os 15 melhores nas disputas desta quarta-feira. Também na classe sitting, o paulistaGuilherme Rocha terminou na 14ª posição, enquanto o paraibano Robelson Lula foi o 15º.
O último brasileiro a competir no dia foi o paulista Wellington da Silva. Na prova de 10 km da classe standing (para atletas que competem em pé), o atleta ficou na 18ª colocação. Karl Tabouret, da França, ficou com o ouro; o bielorrusso Roman Svirydzenka (prata) e o canadense Mark Arendz (bronze) completaram o pódio.
Com os resultados, o Brasil manteve presença consistente nas provas de cross-country e segue na disputa das próximas competições da modalidade nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.
As provas do esqui cross-country continuam nos próximos dias em Val di Fiemme, com destaque para o revezamento misto em 14 de março e para as provas de distância de 20 km em 15 de março, que encerram o programa da modalidade.
Sem disputas programadas para quinta-feira, 12, os atletas brasileiros voltam a competir nesta sexta-feira, 13. Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula representarão o país na prova do Sprint Pursuit do biatlo.
O Brasil participa dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com a maior delegação de sua história, formada por oito atletas. Os snowboarders gaúchos André Barbieri e Vitória Machado serão os últimos a estrearem, no dia 14 de março, em Cortina d’Ampezzo, na prova do banked slalom.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
CRÉDITO/IMAGEM: Banner de boas-vindas dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 em Tesero, Itália. | Foto: Alessandra Cabral/CPB




