Em “O Que Ninguém Vê”, o arquiteto e consultor Roberto Maia confronta o descaso técnico com a legislação e defende o Desenho Universal como um imperativo ético e de cidadania.
As barreiras de acessibilidade nas cidades, edificações e meios digitais não são meros descuidos técnicos ou acidentes de percurso: são escolhas sociais que segregam e violam direitos fundamentais diária e silenciosamente. É a partir dessa premissa que o arquiteto e urbanista Roberto Maia lança o livro “O Que Ninguém Vê: Um Manifesto pela Dignidade e Acessibilidade” (já publicado pelas plataformas Clube de Autores e UICLAP).
Distanciando-se de manuais puramente frios de arquitetura, a obra combina o rigor normativo das normas da ABNT (como a NBR 9050 e NBR 16537) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) a uma reflexão profunda sobre empatia, capacitismo e direitos humanos. O livro destrincha desde o impacto da inacessibilidade no cotidiano de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida até as “barreiras invisíveis” — como as atitudinais, comunicacionais, digitais e pedagógicas.
“Muito se fala em cumprir a norma como um checklist para evitar multas, mas pouco se discute o valor da autonomia. Quando uma calçada é mal projetada ou um site é inacessível, o que está sendo negado ali é a dignidade e o direito de ir e vir do cidadão. A acessibilidade precisa deixar de ser encarada como favor ou caridade para ser praticada como dever profissional e cidadania plena”, destaca o autor.
Destaques da Obra:
Além do “Corpo-Padrão”: Crítica provocativa à arquitetura tradicional que insiste em projetar apenas para o indivíduo sem limitações, ignorando a diversidade humana e o envelhecimento populacional.
Acessibilidade 360°: O livro percorre as dimensões arquitetônica, urbanística, nos transportes, comunicacional, digital e atitudinal.
O Papel da LBI e o Desenho Universal: Análise prática sobre como a legislação e o Desenho Universal garantem a transição da “integração assistencialista” para a “inclusão genuína”.
Conscientização e Prática: Um manifesto indispensável não apenas para arquitetos, engenheiros e gestores públicos, mas para a sociedade civil e defensores dos Direitos Humanos.
SOBRE O AUTOR
Roberto Maia é arquiteto e urbanista, especialista e consultor em acessibilidade e Desenho Universal. Com acervo técnico em projetos e consultorias para edificações e espaços urbanos, dedica sua trajetória profissional à transformação dos ambientes construídos em espaços verdadeiramente democráticos, funcionais e inclusivos.
FICHA TÉCNICA E SERVIÇO
Título: O Que Ninguém Vê: Um Manifesto pela Dignidade e Acessibilidade
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