Iniciativa da Target Brasil, com patrocínio da Prefeitura do Rio, através da Lei de Incentivo à Cultura do ISS une cultura maker e preparação para o mercado de trabalho, impactando dezenas de alunos no Rio de Janeiro.
Com o objetivo de incentivar crianças e jovens a pensarem em soluções criativas para suas comunidades, o projeto Multiplique o Bem Tech atua com dois núcleos voltados especialmente para a inclusão e pessoas com deficiência (PCD). As atividades incluem oficinas práticas de robótica e programação, ampliando o contato dos participantes com a inovação e a cultura maker.
O termo PCD engloba diferentes condições, desde deficiências visíveis (como deficiência física e visual) até não visíveis (como deficiência auditiva e autismo). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14,4 milhões de brasileiros acima de 2 anos convivem com algum tipo de deficiência e 2,4 milhões de autistas.
Além de pessoas com deficiência, o projeto engloba pessoas com neurodivergências. Nesse contexto, se considera as diferentes necessidades de aprendizagem. No Brasil, estima-se que 1 em cada 5 pessoas tenha algum diagnóstico, que representa cerca de 15% a 20% da população (divulgado pelo IBGE).
Em 2025, o Multiplique o Bem Tech atendeu 80 pessoas nos polos INES e INOSEL, com foco em alunos com deficiência auditiva e neurodivergências. Já no primeiro semestre de 2026, o projeto alcançou 45 alunos nos polos INOSEL e Obra Social Dona Meca, atendendo jovens com deficiência intelectual e neurodivergências múltiplas.
Para atender às demandas de cada participante, a ementa pedagógica do projeto é adaptada continuamente segundo as especificidades e necessidades dos alunos. O Multiplique o Bem Tech também ajusta suas oficinas de robótica para garantir a participação de estudantes com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva. As atividades são planejadas considerando as especificidades de cada turma e estudante, com adequações nos materiais utilizados e na linguagem das propostas, buscando tornar os desafios mais acessíveis, compreensíveis e significativos para todos os participantes.
A metodologia valoriza a participação ativa e o potencial de cada estudante, respeitando diferentes formas e ritmos de aprendizagem. Dessa forma, as oficinas de robótica são conduzidas de maneira flexível, permitindo que os desafios sejam ajustados sempre que necessário e promovendo um ambiente de aprendizagem mais inclusivo, no qual todos possam experimentar, criar, solucionar problemas e desenvolver suas próprias ideias por meio da tecnologia.
A iniciativa é uma realização da Target Brasil, com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS).
Além do aprendizado técnico e prático, a programação aborda a preparação para o mercado de trabalho e as profissões do futuro. A urgência da pauta é reforçada por dados do IBGE, que apontam que apenas 29,2% das pessoas com deficiência (a partir de 14 anos) estão inseridas na força de trabalho. A taxa de formalização entre os empregados é de 34,3%, enquanto a taxa de desocupação chega a 10,3%.
“A intenção é desenvolver autonomia e inclusão reais para essa população. Queremos que cada um desses estudantes acredite que pode ir além dos estigmas. Colocamos eles em contato com profissões que envolvem tecnologia e inovação para que possam se tornar esses profissionais no futuro”, comenta Marianna Muniz, PMO do projeto.
Das pessoas consideradas na pesquisa oficial, 2,6% indicaram que sua maior dificuldade por conta da deficiência é aprender, lembrar-se das coisas e se concentrar. Por isso, a metodologia das aulas adapta conceitos complexos de lógica de programação para diferentes perfis de aprendizagem. Com o suporte de recursos visuais, materiais adaptados e acompanhamento multidisciplinar, o projeto tem duração de 6 meses e conta com oficinas de 1 hora, oferecendo aos alunos uma estrutura com computadores, kits arduíno, implementação do laboratório maker na instituição.
O Multiplique o Bem Tech une tecnologia, empatia e capacitação real para ir além de ensinar programação: o projeto constrói pontes para um futuro onde a inovação é verdadeiramente acessível e o talento de cada jovem encontra o seu lugar no mundo.
CRÉDITO/IMAGEM: Alunos do Multiplique o Bem Tech durante uma das atividades – Divulgação







