Instituição participa da maior celebração literária da América Latina com acervo acessível e contação de histórias, além de debates sobre acessibilidade
A Fundação Dorina Nowill para Cegos marca presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece até 13 de setembro, no Expo Pavilhões – Distrito Anhembi. A instituição participa do maior evento cultural da América Latina com diferentes iniciativas voltadas à acessibilidade e à ampliação do acesso à leitura e à cultura para pessoas com deficiência visual. A participação acontece em um ano especialmente simbólico para a Fundação Dorina, que celebra 80 anos de atuação pela inclusão e autonomia de pessoas cegas ou com baixa visão.
Entre as iniciativas, a Fundação Dorina estará presente no estande da Editora Mostarda (B60), em uma parceria que reúne um espaço dedicado à instituição, com acervo de obras literárias produzidas em Braille e Tinta e Fonte Ampliada, disponível para venda durante o evento. O local também contará com QR Codes em tinta e em relevo, desenvolvidos pela equipe da Fundação Dorina, que permitirão o acesso à audiodescrição do espaço.
A parceria com a Editora Mostarda inclui ainda sessões de contação de histórias conduzidas por Andréia Queiroz, Consultora em Acessibilidade da Fundação Dorina e pessoa cega.
As atividades acontecem nos dias 9 de setembro, às 14 horas, e 11 de setembro, às 10 horas e às 14 horas. A iniciativa amplia as possibilidades de contato do público com a literatura e reforça a importância de experiências culturais acessíveis e que considerem diferentes formas de interação com os livros.
Além da participação no estande da editora, a Fundação Dorina integra a programação profissional da Bienal voltada à discussão sobre acessibilidade, leitura e produção cultural. No dia 8 de setembro, às 11 horas, Cláudia Scheer, coordenadora do Núcleo Audiovisual e da Central de Formações da Fundação Dorina, participa da mesa “Do texto à escuta: os bastidores da produção de um audiolivro”, que aborda os processos criativos e técnicos envolvidos na produção de audiolivros no espaço ‘Papo de Mercado’.
No dia 9 de setembro, às 15h20, no mesmo espaço, Perla Assunção, coordenadora dos Serviços de Educação e Cultura da Fundação Dorina, participa da mesa “Livros para todos: os desafios e avanços da leitura acessível”, dedicada aos desafios e avanços para tornar o universo do livro cada vez mais inclusivo.
Com presença tanto no espaço expositivo quanto na programação profissional da Bienal, a Fundação Dorina amplia o debate sobre acessibilidade e reforça a leitura como um direito e uma ferramenta fundamental para a participação plena de pessoas com deficiência visual na vida cultural.
Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos
A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico. Há 80 anos se dedica à inclusão social de crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e terapia ocupacional, além de programas de inclusão educacional e profissional.
Responsável por um dos maiores parques gráficos braille em capacidade produtiva da América Latina, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil por meio de projetos incentivados.
A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, audiodescrição e consultorias especializadas como acessibilidade arquitetônica e web. Com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual.





