Octo Diversidade lança campanha “por uma frente legislativa em defesa dos direitos de pessoas com deficiência”

Octo Diversidade lança campanha "por uma frente legislativa em defesa dos direitos de pessoas com deficiência"

Documento pode ser assinado por candidatos, candidatas e entidades representativas de todo o Brasil

A OCTO, organização dedicada a auxiliar na capacitação profissional e na inserção social e cultural de pessoas com deficiências e neurodivergências, lançou a campanha “Por uma frente legislativa em defesa dos direitos de pessoas com deficiência”.

O documento está disponível pelas redes sociais e pode ser assinado de forma virtual.

LINK DISPONÍVEL

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeEOEytROWrQZ5i3PX6AYPspB15bqyy2fghsJp1fecWIyRMxg/viewform

Já apoiam a campanha:

• ABRA – Associação Brasileira de Autismo
• ANAPCD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência
• AVCISTAS – Associação dos Avcistas do Estado do Brasil. 
• CONIA – Coalizão Nacional Inclusiva pelo Autismo
• MOAB – Movimento Orgulho Autista Brasil
• RETINA BRASIL
• OCTO

CONFIRA TAMBÉM: Diário PcD reúne 72 candidatos e candidatas com deficiência nas Eleições 2026 em cobertura inédita – https://diariopcd.com.br/diario-pcd-reune-72-candidatos-e-candidatas-com-deficiencia-nas-eleicoes-2026-em-cobertura-inedita/

ÍNTEGRA DA CAMPANHA:

Em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, das pessoas autistas e de suas famílias e cuidadoras

Nós, pessoas com deficiência, cuidadores, associações e instituições como foco no atendimento, acolhimento e defesa de pessoas com deficiência, juntamente a candidatas e candidatos aos cargos do Legislativo e Executivo nas eleições de 2026 comprometidas com a promoção e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, firmamos este compromisso com a construção de uma representação política verdadeiramente plural, suprapartidária e enraizada na realidade de quem vive a deficiência no Brasil.

Afirmamos que não aceitaremos mais que as pautas das pessoas com deficiência sejam tratadas sem a participação direta de quem as vive. Não aceitaremos ser apenas objeto de debate, nem ser “representadas” por estruturas que não nos consultam, não nos escutam e não refletem nossas vivências, identidades e necessidades.

Somos autistas, mães, cuidadores, pessoas com deficiências físicas, pessoas com doenças raras, familiares, profissionais, militantes e instituições comprometidas com a dignidade humana. Somos diversos em trajetórias, partidos, estados e visões, mas convergimos em um objetivo comum: construir bancadas de defesa dos direitos da pessoa com deficiência nas assembleias legislativas estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com presença efetiva em todo o Brasil.

Os cidadãos Brasileiros poderão utilizar este documento para identificar pessoas de todo o espectro político que se comprometem publicamente a defender a causa da pessoa com deficiência com compromissos claros. Também poderão utilizar esse documento para cobrar de seus representantes eleitos fidelidade ao compromisso assumido.

Ao assinar esta carta, assumimos o compromisso de defender e promover, no âmbito legislativo e político, as seguintes pautas:


1. Participação e representação real

• Apoiar a criação e o fortalecimento de bancadas de defesa dos direitos das pessoas com deficiência em âmbito estadual e federal.
• Garantir a participação direta de pessoas com deficiência, pessoas com doenças raras e familiares e cuidadoras na formulação, fiscalização e avaliação de políticas públicas.
• Rejeitar práticas que excluam ou instrumentalizem os movimentos de pessoas com deficiência sem escuta qualificada e representatividade legítima, bem como se utilizem de uma versão distorcida de “lugar de fala” para excluir do debate cuidadores e familiares
• Destacar que há muitas formas de maternidade atípica, que incluem também mães com deficiência de filhos sem deficiência, Mães com deficiência de filhos com deficiência e mães sem deficiência de filhos com deficiência. Cada experiência traz demandas únicas que serão defendidas pelo coletivo.


2. BPC e proteção social

• Defender que o BPC não é privilégio, mas direito.
• Lutar por perícias humanizadas, por critérios de elegibilidade mais justos e por valores que assegurem vida digna a quem depende desse recurso.
• Combater toda forma de omissão estatal que dificulte o acesso à proteção social e à dignidade.

3. Diagnóstico, cuidado e saúde baseada em evidências

• Defender o investimento em diagnóstico precoce e acesso a tratamentos baseados em evidência científica.
• Combater charlatanismo, terapias sem eficácia e práticas que coloquem pessoas com deficiência em risco.
• Cobrar providências dos órgãos públicos e conselhos profissionais diante da venda de tratamentos sem comprovação, inclusive nas redes sociais.
• Lutar por um SUS com acolhimento específico para autistas adultos de todos os níveis de suporte, com atenção à saúde mental e ao cuidado integral.
• Criar redes de apoio e atendimento para cuidadoras.



4. Moradia, acolhimento e vida adulta

• Defender políticas públicas de acolhimento para pessoas com deficiência com maior necessidade de suporte.
• Apoiar a criação de residências inclusivas e moradia assistida.
• Defender centros-dia para adultos com deficiência, com oportunidades de convivência, atividades culturais, acompanhamento terapêutico e emprego apoiado.
• Assegurar que a vida adulta das pessoas com deficiência seja vivida com segurança, autonomia, saúde, cultura e lazer.

5. Educação inclusiva de verdade

• Defender a inclusão escolar com adaptações reais, individualizadas e efetivas.
• Apoiar o Plano de Ensino Individualizado para estudantes que necessitem de adaptação escolar.
• Defender a presença de acompanhante especializado sempre que necessário, inclusive exclusivo para alunos com maior necessidade de suporte.
• Lutar por formação continuada para professores, mais estrutura nas escolas e redução do número de alunos por sala.
• Promover uma estrutura de acolhimento multidisciplinar, com articulação entre educação, saúde e assistência.
• Defender o apoio às famílias e cuidadores, inclusive com suporte psicológico, atendimento em saúde, empregabilidade e formação.
• Lutar por psicólogos nas escolas, para apoio a estudantes e educadores.
• Defender a educação inclusiva integral no ensino fundamental, médio, superior e técnico, com cumprimento real das cotas e enfrentamento das omissões institucionais.

6. Trabalho, renda e autonomia

• Defender políticas que enfrentem a exclusão de autistas e outras pessoas com deficiência do mercado de trabalho.
• Combater, por meio de emprego apoiado e formação, a falsa ideia de que maior necessidade de suporte invalida o direito ao trabalho e à renda.
• Apoiar a criação de renda para pessoas que dedicam suas vidas ao cuidado, como resposta à omissão do poder público.
• Defender agências de fomento para empreendedores e trabalhadores com deficiência e seus cuidadores.
• Promover leis que garantam adaptações razoáveis, segurança e participação real no mundo do trabalho.


7. Saúde pública, suplementar e proteção contra abusos

• Criar métodos de fiscalização e monitoramento de qualidade de serviços de saúde mental para pessoas com deficiência, com formação continuada para médicos e disponibilização de informação e acolhimento às famílias.
• Defender uma legislação eficaz contra abusos de planos de saúde.
• Combater ataques jurídicos que visem limitar acesso pleno à saúde para pessoas com síndromes raras, doenças crônicas e deficiências.
• Lutar pelo fim da omissão da ANS e contra práticas abusivas do setor, inclusive a litigância predatória reversa.
• A criação de uma política nacional de cuidado, que crie referências claras, metodologias e estruture o acesso ágil a diagnóstico, tratamentos-referência e atualização de profissionais para atendimento de alto padrão para famílias e pessoas com deficiência – inclusive para condições crônicas como AVC, com acompanhamento e reabilitação
• Criação de uma Política de apoio à pessoa com deficiência, que garanta a prioridade em atendimentos para pessoas com deficiência, acessibilidade estrutural, técnica e atitudinal nos equipamentos de saúde, diálogo constante e atualização mais ágil no rol de tecnologias assistivas, medicamentos e tratamentos ofertados pelo SUS e acompanhamento ativo do bem estar da comunidade por meio de médicos de família

8. Apoio às famílias e cuidadoras

• Reconhecer o papel essencial das famílias, mães e cuidadoras na garantia da sobrevivência e da dignidade de muitas pessoas com deficiência.
• Defender políticas de apoio psicológico, saúde, renda, empregabilidade e formação para quem cuida.
• Promover ações que não transfiram às famílias, sozinhas, responsabilidades que são do Estado.

Ao firmarmos esta carta, declaramos nosso compromisso com uma política construída com e para as pessoas com deficiência, com escuta, coragem, evidência científica, responsabilidade pública e respeito à diversidade humana.

Se você quer mudança real, venha com a gente.

E se você quer assinar esta carta

ASSINE AQUI

Candidatos e candidatas de diferentes regiões do Brasil também já apoiam a campanha e assinaram o documento. Conheça quem são também acessando o link da campanha.

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