Dia do Policial Militar com Deficiência em SP: uma história de luta, direitos, respeito e inclusão

Dia do Policial Militar com Deficiência em SP: uma história de luta, direitos, respeito e inclusão

11 de outubro: data reconhece policiais militares que adquiriram deficiência ao longo da trajetória profissional e reforça a importância da reabilitação, da acessibilidade, da assistência e de políticas públicas para esses profissionais e suas famílias.

Neste domingo, 11 de outubro, é celebrado o Dia do Policial Militar com Deficiência do Estado de São Paulo.

A data homenageia profissionais que dedicaram parte de suas vidas à segurança pública e que, diante de uma deficiência adquirida durante ou ao longo da trajetória profissional, passaram a enfrentar novos desafios para reconstruir suas vidas, preservar sua autonomia e garantir seus direitos.

Mais do que uma homenagem, a ocasião convida a sociedade e as instituições públicas a refletirem sobre as condições oferecidas aos policiais militares com deficiência, especialmente nas áreas de saúde, reabilitação, acessibilidade, assistência social e inclusão.

A data foi instituída pela Lei Estadual nº 10.778, de 9 de março de 2001, originada do Projeto de Lei nº 660/1999, de autoria do então deputado estadual Wilson de Oliveira Morais. A legislação estabeleceu o dia 11 de outubro como o Dia do Policial Militar com Deficiência no Estado de São Paulo.

Uma data construída a partir da mobilização

A história da data está ligada à mobilização de policiais militares com deficiência e à atuação da APMDFESP – Associação dos Policiais Militares com Deficiência do Estado de São Paulo

Fundada oficialmente em 29 de janeiro de 1993, a entidade surgiu da mobilização de policiais militares que buscavam apoio diante das dificuldades enfrentadas após adquirirem deficiência. O que inicialmente era uma iniciativa voltada à criação de um espaço de convivência evoluiu para uma associação dedicada à defesa dos direitos desses profissionais e de suas famílias. APMDFESP

Ao longo dos anos, a atuação da APMDFESP passou a abranger diferentes necessidades, incluindo assistência, saúde, reabilitação, acessibilidade, inclusão e orientação sobre direitos.

Segundo as informações divulgadas pela entidade, a associação oferece apoio a mais de 20 mil associados – da ativa, inativos e pensionistas. Atualmente cerca de 7 mil associados são policiais militares com deficiência que são asssistidos pela única entidade do gênero no mundo.

“Esse trabalho evidencia que as consequências de uma deficiência adquirida não se limitam ao profissional. As mudanças também podem afetar a rotina familiar, as condições financeiras, a mobilidade, a saúde emocional e a organização da vida cotidiana”, afirma Antonio Figueiredo Sobrinho, presidente da Associação.

A deficiência não apaga uma trajetória de serviço

Para muitos policiais militares, a deficiência surge após uma ocorrência que muda profundamente o curso de suas vidas. O profissional que antes desempenhava suas funções nas ruas, em operações ou em outras atividades da corporação precisa enfrentar uma nova realidade, que pode envolver reabilitação, adaptação da residência, uso de equipamentos de tecnologia assistiva e reorganização da rotina.

De acordo com Figueiredo, “essas mudanças não apagam a história construída na carreira policial nem diminuem a contribuição desses profissionais para a sociedade. O reconhecimento, portanto, precisa ir além das homenagens. É necessário considerar as condições para que policiais militares com deficiência tenham acesso a serviços adequados, atendimento de saúde, reabilitação, acessibilidade e participação social”.

Também é importante reconhecer que cada pessoa tem necessidades específicas. As medidas de apoio devem considerar as condições individuais, a deficiência adquirida, as barreiras encontradas e os recursos necessários para garantir autonomia e qualidade de vida.

Homenagem também significa garantir direitos

O 11 de outubro representa uma oportunidade para discutir como o poder público e as instituições de segurança podem ampliar o suporte oferecido aos policiais militares com deficiência.

A APMDFESP mantém atuação voltada à defesa dos direitos dos policiais militares com deficiência e de seus familiares. Em seu trabalho institucional, a entidade também acompanha propostas legislativas e questões relacionadas à proteção social e às condições funcionais desses profissionais. APMDFESP

11 de outubro: respeito à história e compromisso com o futuro

A celebração do Dia do Policial Militar com Deficiência do Estado de São Paulo é um momento de homenagem a quem dedicou parte de sua vida à missão policial e precisou reconstruir sua trajetória diante de uma nova realidade.

A deficiência não apaga a história de um policial, não diminui sua contribuição à sociedade e não elimina os direitos conquistados ao longo de sua vida.

www.apmdfesp.org.br

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