Levantamento do Diário PcD acompanhou candidaturas relacionadas à defesa das pessoas com deficiência; entre os nomes que não conquistaram mandato estão candidatos que ultrapassaram 30 mil votos. Resultados ainda podem ser alterados com atualizações do TSE
As eleições de 2026 terminaram neste domingo (4) com a definição dos novos representantes que ocuparão o Congresso Nacional e os Legislativos estaduais a partir de 2027. Entre os candidatos acompanhados pelo Diário PcD, parte conseguiu transformar a votação em mandato, enquanto outros, mesmo com votações expressivas, ficaram fora das casas legislativas.
Confira: Candidatos com deficiência acompanhados pelo Diário PcD conquistam 18 mandatos pelo país – https://diariopcd.com.br/candidatos-com-deficiencia-acompanhados-pelo-diario-pcd-conquistam-18-mandatos-pelo-pais/
O acompanhamento fez parte do projeto Eleições Inclusivas 2026, desenvolvido pelo Diário PcD ao longo do processo eleitoral. A iniciativa reuniu candidaturas de pessoas com deficiência e também nomes que possuem relação direta com a pauta da inclusão, acessibilidade, autismo, direitos das pessoas com deficiência e outras demandas do segmento.
O objetivo foi acompanhar as candidaturas e seus resultados, dando visibilidade à participação política relacionada à pauta da deficiência.
Fernando Marangoni teve mais de 67 mil votos, mas não foi reeleito
Um dos casos de maior votação entre os candidatos acompanhados pelo Diário PcD que não conquistaram mandato ocorreu em São Paulo.
Fernando Marangoni recebeu 67.111 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Apesar da votação, não conseguiu uma das cadeiras destinadas ao Estado.
O resultado chama atenção para o funcionamento do sistema proporcional brasileiro. Para os cargos de deputado federal e deputado estadual, a eleição não depende exclusivamente da votação individual do candidato. A distribuição das cadeiras considera também o desempenho dos partidos ou federações.
Andrea Werner também ficou fora da Câmara
Outro nome de destaque no levantamento paulista foi Andrea Werner, que recebeu 45.627 votos na disputa para deputada federal é conhecida por sua atuação pública relacionada ao autismo e à inclusão, mas não conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Também disputaram uma vaga para deputado federal em São Paulo e ficaram fora do resultado final Rodrigo Spada, com 45.748 votos, Coronel Tadeu, com 12.106, Allan Miranda, com 12.572, além de outros candidatos que integraram o levantamento.
Fora da ALESP
Na disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, o levantamento acompanhou candidatos ligados à pauta da deficiência que não conseguiram uma cadeira para a próxima legislatura.
Entre os nomes estão a senadora Mara Gabrilli, que recebeu 48.372 votos, Vanessa Ziotti, com 33.553 votos, Talita Cadeirante, com 31.694, e Cristiany de Castro, com 30.835 votos.
Felipe Rigoni não retorna à Câmara
No Espírito Santo, um dos nomes acompanhados pelo Diário PcD foi Felipe Rigoni, que recebeu 35.705 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Rigoni já havia exercido mandato parlamentar e teve atuação relacionada a diferentes temas, entre eles as políticas voltadas às pessoas com deficiência. Nesta eleição, entretanto, não conseguiu retornar ao Congresso Nacional.
Um novo acompanhamento começa em 2027
Com o encerramento da eleição, o trabalho de acompanhamento entra em uma nova etapa.
A partir da posse dos eleitos, o desafio será acompanhar como as pautas apresentadas durante a campanha serão transformadas em projetos de lei, políticas públicas, fiscalização, emendas parlamentares e ações voltadas à inclusão e à acessibilidade.
Ao mesmo tempo, os candidatos que não conquistaram mandato continuam fazendo parte do debate público e da mobilização social em torno dos direitos das pessoas com deficiência.
Para o Diário PcD, o resultado das urnas representa também um ponto de partida para acompanhar a atuação dos parlamentares eleitos e verificar, ao longo dos próximos quatro anos, quais compromissos assumidos durante a campanha chegarão efetivamente ao Parlamento.
A eleição terminou, mas a participação política das pessoas com deficiência e a luta por acessibilidade, inclusão e garantia de direitos continuam.




