Literatura Acessível chega a São Paulo com contação de histórias e formação de educadores

Literatura Acessível chega a São Paulo com contação de histórias e formação de educadores

Projeto do Instituto Incluir, reconhecido pela UNESCO com o Prêmio Confúcio de Alfabetização, percorre Lorena e Mogi Guaçu com atividades voltadas à inclusão pela literatura

 Depois de percorrer oito municípios de Alagoas com uma programação de contação de histórias, distribuição de livros e formação de educadores, o projeto Literatura Acessível, do Instituto Incluir, chega a São Paulo. A nova etapa começa na próxima semana em Lorena e segue para Mogi Guaçu, levando histórias que abordam inclusão, acessibilidade e respeito à diversidade para crianças e educadores.
 

Em São Paulo, a programação será conduzida pela atriz e comunicadora Bia Mussi, que participará tanto das contações de histórias quanto da formação dos professores. Em Lorena, as atividades serão realizadas nesta terça-feira, 06/10, na Biblioteca Pública Municipal Sérvulo Gonçalves, às 9h e às 14h.
 

Em Mogi Guaçu, a sede da APAE recebe o Literatura Acessível na próxima quinta-feira, 08/10, com contações de histórias às 10h e às 14h e formação de educadores às 18h. No dia 09/10, a programação segue para a EMEF Antônio Giovani Lanzi, também em Mogi Guaçu, às 10h.
 

A proposta do Literatura Acessível é aproximar crianças e educadores de histórias que apresentam a diversidade humana de forma natural e ampliar o uso da literatura como ferramenta de inclusão dentro e fora da escola. Os alunos participantes recebem exemplares da coleção, que também pode ser utilizada pelos professores em suas práticas pedagógicas.
 

“Cada vez que chegamos a uma nova cidade, ampliamos a possibilidade de que uma história ajude uma criança a reconhecer a si mesma ou a enxergar o outro de uma maneira diferente. A formação dos educadores é fundamental porque queremos que esse trabalho continue depois da nossa passagem”, afirma Carina Alves, fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir.

A caravana do Literatura Acessível pelo interior de São Paulo é patrocinada pela TAG – Transportadora Associada de Gás e pela MAHLE Metal Leve S.A., por meio da Lei Rouanet.

Caravana da inclusão de Alagoas a São Paulo
A chegada a São Paulo acontece logo depois de uma caravana de duas semanas por Alagoas. Entre 14/09 e 25/09, o Literatura Acessível passou pelos municípios de São Luís do Quitunde, Rio Largo, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela, Penedo, e Pilar, além da capital Maceió.

A etapa alagoana impactou 4 mil estudantes das redes municipais e educadores. “Vivenciamos situações que nos tocaram muito. Desde a criança que já lia na biblioteca da escola, mas nunca havia recebido um livro de presente para levar para casa até o estudante que se sentiu representado por nossas histórias protagonizadas por personagens com deficiência, passando pelos professores que, pela primeira vez, tiveram acesso a uma formação desse tipo. O nosso grande objetivo é levar o Literatura Acessível a mais e mais lugares em diferentes regiões do país”, conclui Carina.
 

Literatura que amplia possibilidades
Criado a partir da inquietação de Carina Alves sobre como transformar histórias de vida em ferramentas de educação, o Literatura Acessível nasceu em 2014 e vem desenvolvendo livros voltados ao público infantojuvenil, com narrativas que abordam inclusão, acessibilidade, empoderamento feminino, educação e respeito à diversidade.

A iniciativa ganhou reconhecimento internacional ao receber o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO. O projeto também se destaca por oferecer livros em diferentes formatos de acessibilidade, incluindo Libras, Braille, pictogramas, audiolivro e audiodescrição, ampliando as possibilidades de leitura e participação.

A coleção reúne histórias como A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala. As narrativas apresentam personagens com diferentes características e experiências, estimulando o protagonismo, a empatia e o reconhecimento da diversidade.


Sobre o Instituto Incluir

O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.

CRÉDITO/IMAGEM: Carina Alves e estudantes com livros do Literatura Acessível, projeto que está percorrendo o Brasil (crédito da foto: divulgação)

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