O Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, em parceria com a Escola da Inclusão, realizou na última semana, o curso “Avaliação da Pessoa com Deficiência para Inclusão no Mercado de Trabalho”, iniciativa voltada à qualificação de profissionais que atuam na promoção da empregabilidade inclusiva no Estado de São Paulo, especialmente junto aos Polos de Empregabilidade Inclusiva (PEI).
Realizada no auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a capacitação reuniu profissionais de diferentes áreas para debater critérios e metodologias de avaliação da pessoa com deficiência, com foco na ampliação do acesso ao mercado de trabalho. Com carga horária de 10 horas, o curso abordou aspectos legais, funcionais e sociais relacionados à caracterização da deficiência.
A abertura contou com a presença de autoridades estaduais e representantes das instituições organizadoras. Em seu pronunciamento, o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Arthur Lima, destacou a importância da integração entre os órgãos públicos para ampliar oportunidades e garantir direitos às pessoas com deficiência.
“Capacitar profissionais para uma avaliação cada vez mais qualificada é fundamental para fortalecer a inclusão, ampliar oportunidades e garantir que mais pessoas com deficiência tenham acesso ao mercado de trabalho e à cidadania”, afirmou.
A diretora da Escola da Inclusão, professora doutora Lubienska Ribeiro, destacou a importância da formação continuada dos profissionais envolvidos nos processos de avaliação.
“A qualificação técnica é um dos pilares para garantir avaliações mais precisas e alinhadas aos princípios da inclusão. Investir em conhecimento é investir em uma sociedade mais acessível, justa e igualitária”, afirmou.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam cinco módulos temáticos sobre bases legais e critérios de caracterização da deficiência, trabalho e inclusão, avaliação funcional, deficiência mental, intelectual e transtorno do espectro autista, além das deficiências física, visual e auditiva.
A programação combinou exposições teóricas, estudos de caso e atividades práticas, proporcionando uma visão abrangente sobre a aplicação do modelo biopsicossocial de avaliação da deficiência. A metodologia considera não apenas o diagnóstico clínico, mas também a funcionalidade da pessoa, as barreiras do ambiente e as condições reais de participação no mundo do trabalho.







