Escola Paulista de Magistratura debate direitos das pessoas com deficiência para capacitar servidores e magistrados

Escola Paulista de Magistratura debate direitos das pessoas com deficiência para capacitar servidores e magistrados

A Escola Paulista da Magistratura (EPM) promove, de 7 de agosto a 18 de setembro, o curso Direitos das pessoas com deficiência: promovendo uma Justiça acessível, sob a coordenação dos juízes Rebecka Martins Gomes e Tiago Henrique Grigorini. As aulas serão ministradas no auditório do 1º andar da Escola, pelo Teams e Moodle, das 19 às 21 horas.

O curso visa capacitar servidores e magistrados para a atuação jurisdicional inclusiva, além de discutir práticas processuais e as intersecções entre deficiência, relações familiares, sucessórias, previdenciárias e educacionais.

Foram disponibilizadas 50 vagas presenciais e 200 à distância, gratuitas e abertas a magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo e de outros tribunais. Serão emitidos certificados àqueles que tiverem ao menos 75 pontos referentes às atividades propostas e 75% de frequência. Para registrar presença, o participante da modalidade à distância deverá acessar integralmente as aulas, ao vivo ou em até cinco dias corridos após a disponibilização da gravação na Central de vídeos.

As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de agosto.

Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitados o público-alvo e o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

7/8 – Modelos de deficiência: fundamentos essenciais para a tomada de decisão qualificada

Evolução dos modelos de deficiência: definição de responsabilidades e delimitação do ônus da acessibilidade

Análise de casos complexos à luz do conceito jurídico de deficiência

Meios de comprovação da deficiência na prática forense e aplicação da Resolução nº 630/2025 do CNJ

Juiz Luís Fernando Nigro Corrêa – magistrado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, autor do livro Convenção dos Direitos de Pessoas com Deficiência

14/8 – Aplicando a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (CDPD) ao cotidiano jurisdicional

Integração prática entre a CDPD, a Lei Brasileira de Inclusão e a Política de Acessibilidade e Inclusão na atividade decisória

Identificando as espécies de discriminação na análise de casos concretos

Juíza Rebecka Martins Gomes – juíza substituta, integrante do Comitê de Pessoas com Deficiência no âmbito Judicial, do CNJ, e da Comissão Permanente de Acessibilidade do TJSP

28/8 – Prática processual inclusiva: solucionando múltiplos desafios

Atendimento judicial acessível: quebrando barreiras desde o balcão até a última decisão.

Soluções processuais práticas: análise da hipossuficiência econômica da pessoa com deficiência, concessão de medidas protetivas para além da violência doméstica (art. 350-C do CPP), entre outras técnicas judiciais

Juiz Tiago Henrique Grigorini – titular da 1ª Vara de Casa Branca

Servidora Fernanda Fernandes Gonzalez de Oliveira – pessoa com deficiência visual, integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade do TJSP

Enfermeira judiciária Sheila de Souza Vieira – pessoa com deficiência auditiva, integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade do TJSP

4/9 – Interseccionalidades I: desafios e soluções nos direitos da pessoa com deficiência na Infância e na Família

Educação inclusiva: limites e critérios proporcionais para o direito ao profissional de apoio escolar (acompanhante) do aluno com deficiência

Capacidade civil em perspectiva atual: aplicação prática da curatela e da tomada de decisão apoiada

Socioparentalidade avoenga envolvendo pessoa com deficiência

Juíza Ana Luiza Queiroz do Prado – titular da 2ª Vara de Família e Sucessões do Foro Regional do Jabaquara, assessora da Presidência da Seção de Direito Privado

11/9 – Interseccionalidades II: atuação esclarecida no Direito Previdenciário da pessoa com deficiência

Benefícios na prática: pontos críticos dos regimes previdenciário e assistencial e a delimitação da hipossuficiência

Aposentadoria da pessoa com deficiência: fundamentos legais e aplicação segura em casos concretos

Professora Priscilla Machado – advogada especialista em direitos da pessoa com deficiência. Pós-doutorado em Constituição e Direito Civil no ordenamento latino-americano

18/9 – Autismo, deficiência e judicialização da saúde: decisões baseadas em evidência e segurança jurídica

Prova técnica com rigor: como realizar a análise de documentos médicos à luz das Práticas Baseadas em Evidências (PBE)

Transtorno do Espectro Autista: decisões racionais e inclusivas frente à judicialização de demandas

Médico Renato Arruda – neurologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP-RP), integrante da Federação Mundial de TDAH, da Associação Americana de TDAH, do Conselho Científico da Associação Brasileira de Déficit de Atenção e da diretoria da Internacional Society for Autism

            Fonte: Comunicação Social TJSP

            Siga o TJSP nas redes sociais:

Siga o TJSP nas redes sociais:

www.facebook.com/tjspoficial

www.x.com/tjspoficial

www.youtube.com/tjspoficial

www.flickr.com/tjsp_oficial

www.instagram.com/tjspoficial

www.linkedin.com/company/tjesp

Tags

Compartilhe esta notícia:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Aviso de Direitos Autorais

Todos os direitos sobre os conteúdos publicados em todas as mídias sociais do Diário PcD, incluindo textos, imagens, gráficos, e qualquer outro material, estão reservados e são protegidos pelas leis de direitos autorais.
Todos os Direitos Reservados.
Nenhuma parte das publicações em todas as mídias sociais do Diário PcD devem ser reproduzidas, distribuídas, ou transmitidas de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação, ou outros métodos eletrônicos ou mecânicos, sem a prévia autorização por escrito do titular dos direitos autorais, de acordo com a legislação vigente.
Para solicitações de permissão para usos diversos do material aqui apresentado, entre em contato por meio do e-mail jornalismopcd@gmail.com ou telefone 11.99699 9955.
A infração dos direitos autorais é uma violação de Lei Federal 9.610, passível de sanções civis e criminais.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore