Vozes do Advocacy e Instituto ADIFI promovem II Fórum Trinacional da Doença Renal do Diabetes em Foz do Iguaçu. Organizadores confirmam presença de Olga Regina Cotovicz de Castro Deus, consultora técnica da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde e Tatiana Raquel SelbmannCoimbra – Assessora Técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens – CGCRIAJ/DGCI/Saps/MS!
Atualmente, o país conta com mais de 172 mil pacientes em diálise, sendo 85% atendidos pelo SUS. Desses, 94,6% realizam hemodiálise, segundo o estudo da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O Ministério da Saúde já mostrou em eventos e audiências públicas que foram realizados este ano mais de 17 milhões de procedimentos renais registrados com repasse de R$4,3 bilhões para estados e municípios em 2024. Em 2026, este montante deve chegar a R$7 milhões.
Para debater políticas públicas, o Vozes do Advocacy e Instituto ADIFI realizarão, nos dias 2 e 3 de junho, o II Fórum Trinacional da Doença Renal do Diabetes, no primeiro dia na sede do Instituto ADIFI e no segundo dia na Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A iniciativa trará especialistas na área e figuras públicas para debaterem sobre a Linha de Cuidado, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e o cenário das doenças renais no Brasil, na Argentina e no Paraguai.
Durante o evento, será divulgada a pesquisa inédita Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil, mostrando que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A iniciativa teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.
A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.
Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.
O Il Fórum Trinacional da Doença Renal do Diabetes é um evento gratuito direcionado para os representantes de organizações de diabetes e profissionais de saúde de Foz do Iguaçu, de cidades vizinhas do Paraguai e da Argentina. Trará especialistas para falar sobre a temática das doenças renais.
As doenças renais crônicas são alterações heterogêneas, que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco. Trata-se de uma doença de curso prolongado, que pode parecer benigno, mas que muitas vezes se torna grave e que na maior parte do tempo tem evolução assintomática. No Brasil, dados de diálise crônica indicam que as taxas de incidência e prevalência da doença crescem de forma acelerada. Esta condição atinge pelo menos 10 milhões de brasileiros, segundo o Protocolo para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, atualizado em setembro de 2024.
O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo e a segunda causa de ingresso na terapia renal substitutiva no Brasil. Segundo Terezinha Pinezi, presidente do Instituto ADIFI, “a ideia é que possamos construir um programa de educação em diabetes para as pessoas com a condição, para diminuir as complicações renais e que também possamos discutir as lacunas na assistência às pessoas com doenças crônicas e às pessoas com diabetes envolvendo tanto a Atenção Primária à Saúde quanto a atenção especializada, no que diz respeito à carência de medicamentos, exames e consultas especializadas; inexistência de contrarreferência e nefrologista para o acompanhamento dos casos.
De acordo com Vanessa Pirolo, Presidente do Vozes do Advocacy “o investimento anual do Ministério da Saúde no tratamento de doenças renais alcança cerca de R$ 4 bilhões. Esse montante poderia ser significativamente reduzido por meio de um maior investimento em iniciativas de prevenção e detecção precoce da condição. Por isso, faremos a campanha para sensibilizar a população com diabetes para que possa procurar os serviços de saúde e faça os exames de creatinina e de albuminúria para o diagnóstico precoce, para que possa descobrir a alteração renal no princípio e não precise chegar à hemodiálise.
No segundo dia do evento, teremos o painel: Cenário das doenças renais no Brasil e as dificuldades durante a jornada de acesso aos exames e ao tratamento.
Os participantes confirmados são: Olga Regina Cotovicz de Castro Deus, consultora técnica da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde; Tatiana Raquel Selbmann Coimbra, Assessora Técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens – CGCRIAJ/DGCI/Saps/MS, Dr. Fábio de Mello, Secretário de Saúde de Foz do Iguaçu; Terezinha Pinezi, Presidente do Instituto ADIFI; Vanessa Pirolo, Presidente do Vozes do Advocacy, Paulo Henrique Fraxino, Vice Presidente SUL da Sociedade Brasileira de Nefrologia; Ana Paula Lucena, diretora-geral de Linhas de Cuidado Assistenciais de Pernambuco; Raquel Mesquita, Subsecretária de Atenção Integral à Saúde da SES/DF; Dr. Gabriel Alberto Lijteroff, Membro da Comissão Nacional Permanente de Aconselhamento sobre Diabetes do Ministério da Saúde da Argentina.
II Fórum Trinacional da Doença Renal do Diabetes em Foz do Iguaçu
Data: 2 e 3 de junho 2026
Horário: Das 9h às 18h
Local: Instituto ADIFI e Auditório Integração – Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu
Sobre Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade
Com a participação de 25 associações e de 3 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.





