Entidade defende que iniciativas relacionadas à garantia de acessibilidade e inclusão tenham tramitação administrativa prioritária; fundadora do Instituto Incluir apresenta a proposta na Conferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
O Instituto Incluir levou à Conferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em Brasília, uma proposta para que projetos voltados à inclusão de pessoas com deficiência tenham prioridade máxima nos processos de análise e tramitação administrativa.
A iniciativa parte do entendimento de que, apesar dos avanços no debate sobre inclusão, muitas ações fundamentais para ampliar direitos, acessibilidade e participação social ainda enfrentam longos períodos de espera até sua implementação. Para a entidade, projetos que impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência precisam ser tratados como prioridade dentro das políticas públicas.
“Quando um projeto voltado à inclusão demora anos para avançar, quem espera é uma pessoa com deficiência, uma família e toda uma rede de cuidado que já enfrenta desafios diariamente. Precisamos entender a inclusão como uma agenda urgente de desenvolvimento humano, saúde e cidadania”, afirma Carina Alves, psicóloga, fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir.
Carina Alves foi uma das delegadas da Conferência, que encaminhou ao governo federal propostas eleitas como diretrizes para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável, redução das desigualdades e fortalecimento da participação social.
Segundo a fundadora do Instituto Incluir, a inclusão precisa ser pensada de forma ampla, com políticas que garantam autonomia para pessoas com deficiência e apoio para suas famílias. Isso envolve desde acessibilidade e educação inclusiva até iniciativas de saúde, esporte, assistência social e acolhimento.
O Instituto Incluir também defende que projetos nessa área sejam avaliados considerando seu impacto social e a urgência das demandas atendidas. “O desenvolvimento sustentável só acontece quando todas as pessoas conseguem participar da sociedade. Priorizar projetos de inclusão é investir em uma sociedade mais justa, saudável e preparada para respeitar diferentes formas de existir”, conclui Carina Alves.
A Conferência dos ODS, realizada no início de julho, reuniu representantes de diferentes setores para discutir caminhos de implementação das metas globais de desenvolvimento sustentável, incluindo ações relacionadas à redução das desigualdades, saúde, educação, direitos humanos e inclusão social.
Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado e presidido pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.
Crédito/Imagem: Foto Edgar Marra







