Brasil passa de 60 medalhas em Valledupar e disputa ouro no vôlei sentado e goalball

Brasil passa de 60 medalhas em Valledupar e disputa ouro no vôlei sentado e goalball

Com 17 pódios no dia, 16 no tênis de mesa e um no basquete em cadiera de rodas, Brasil alcançou 64 medalhas na Colômbia.

Para fechar em grande estilo as disputas no tênis de mesa, o Brasil subiu ao pódio 16 vezes (cinco ouros, seis pratas e cinco bronzes) na modalidade nesta terça-feira, 7, sexto dia de provas nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar. Além disso, a Seleção masculina de basquete em cadeira de rodas venceu a disputa pelo terceiro lugar para garantir mais um bronze.

Nesta quarta-feira, 8, os paratletas brasileiros buscam mais conquistas.

11h30 | Vôlei sentado fem. – Brasil x Peru – final
13h30 | Vôlei sentado masc. – Brasil x Colômbia – final
17h | Goalball fem. – Brasil x Peru – final
18h30 | Goalball masc. – Brasil x Argentina – final


Com os resultados do dia, o Brasil chegou ao total de 64 medalhas (27 de ouro, 26 de prata e 11 de bronze) e segue líder do quadro geral da competição. A Colômbia é a segunda colocada, com 27 medalhas (11 ouros, sete pratas e nove bronzes), seguida pelo Chile, com 29 pódios (seis ouros, seis pratas e 17 bronzes).

No dia de disputas individuais do tênis de mesa, cinco brasileiros subiram ao lugar mais alto do pódio – quatro deles já haviam conquistado medalhas um dia antes, nas chaves de duplas: os paulistas Fábio Silva, na classe 3 (cadeirantes), Carlos Eduardo de Moraes, nas classes 4 e 5 (cadeirantes), e Jennyfer Parinos, nas classes 9 e 10 (andantes); e a goiana Thaís Fraga, nas classe 1 a 3 (cadeirantes). Na classe 11 (andantes com deficiência intelectual), o ouro do paulista Thiago Gomes foi a primeira medalha dele na competição.


“Estou muito feliz de voltar ao Parasul-Americano doze anos depois e desempenhar o meu melhor. Ontem ganhei duas pratas nas duplas. Agora, garantir o ouro no individual é uma felicidade para mim, uma honra e uma chance de mostrar que o trabalho está sendo feito cada vez melhor. A Allana é uma amiga minha e eu ficaria feliz por qualquer brasileiro ganhando, mas claro que vencer é uma realização pessoal”, disse Jennyfer Parinos, que venceu a catarinense Allana Maschio em uma decisão brasileira.


Além de Allana, os paulistas Cláudio Massad, nas classe 9 e 10, Joyce Oliveira, nas classe 1 a 3, Luiz Manara, na classe 8 (andantes), e Aline Meneses, nas classes 6 a 8 (andantes); e o amazonense Guilherme Costa, nas classes 1 e 2 (cadeirantes) conquistaram a prata.


Já o catarinense Arthur Branco, nas classes 4 e 5, o mineiro João Pedro Pôssas e o pernambucano Lucas Carvalho, nas classe 9 e 10, e os paulistas Jean Mashki, na classe 8, e Cátia Oliveira, nas classes 1 a 3 conquistaram medalhas de bronze.


Bronze no basquete em cadeira de rodas
A Seleção masculina venceu a Venezuela por 69 a 46 na disputa pelo terceiro lugar e garantiu a medalha de bronze. Dario Filho foi o cestinha brasileiro na partida, com 18 pontos; além disso, ele contribuiu com quatro rebotes (todos defensivos) e duas assistências nos pouco mais de 23 minutos que esteve em quadra.


Desta forma, o Brasil encerrou a campanha com duas vitórias e duas derrotas. Na fase de grupos, a Seleção estreou com vitória sobre o Peru por 105 a 12, mas foi derrotada pela Argentina por 72 a 67. Na semifinal, contra a Colômbia, nova derrota, desta vez por 64 a 55.

“Estamos felizes com o bronze porque lutamos muito por ele, mas não era nosso objetivo. O objetivo era ser campeão. A nossa campanha foi difícil. Lutamos muito contra a Argentina, mas perdemos — é um time com caras que jogam na Europa, que jogam juntos há muito tempo, mas estamos crescendo para buscar a medalha de ouro nas próximas competições sul-americanas”, analisou o paulista Eduardo Feijão, que entrou no decorrer da partida.


A medalha de ouro ficou com os donos da casa, que venceram a Argentina por 37 a 27 na final.


Goalball
A Seleção masculina fechou a fase de grupos com vitória sobre o Peru por 11 a 1. Na semifinal, o adversário foi a Venezuela, e os brasileiros garantiram vaga na decisão com triunfo por 13 a 4. O rival na disputa pelo ouro é a Argentina, nesta quarta-feira, 8.
 

No torneio feminino, o último jogo do Brasil na fase de grupos foi contra a Colômbia – vitória por 11 a 2. Mais tarde, pela semifinal, as brasileiras voltaram a encarar as donas da casa, e venceram por 13 a 3. A final é nesta quarta-feira, 8, contra o Peru, que derrotou o Chile na outra semifinal.

Vôlei sentado
A Seleção feminina foi a primeira a entrar em quadra, diante da Venezuela, pela semifinal da competição. As brasileiras venceram por 3 sets a 0, com parciais de 25/12, 25/10 e 25/16. A final será nesta quarta-feira, 8, diante das peruanas.


O roteiro foi parecido para a Seleção masculina, que encarou os venezuelanos na semifinal e também venceu por 3 a 0 (25/7, 25/10 e 25/11). adversário na disputa pelo ouro será a Colômbia, em duelo marcado para esta quarta-feira, 8.


Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).


Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.


O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.


Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.


Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.


Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Confira as medalhas do Brasil nesta terça-feira, 7

Ouro
Tênis de mesa | Fábio Silva (classe 3)
Tênis de mesa | Carlos Eduardo de Moraes (4 e 5)
Tênis de mesa | Thiago Gomes (11)
Tênis de mesa | Thaís Fraga (1 a 3)
Tênis de mesa | Jennyfer Parinos (9 e 10)


Prata
Tênis de mesa | Luiz Manara (8)
Tênis de mesa | Cláudio Massad (9 e 10)
Tênis de mesa | Joyce Oliveira (1 a 3)
Tênis de mesa | Allana Maschio (9 e 10)
Tênis de mesa | Guilherme Costa (1 e 2)
Tênis de mesa | Aline Meneses (6 a 8)


Bronze
Basquete em CR | Seleção masculina
Tênis de mesa | Arthur Branco (4 e 5)
Tênis de mesa | João Pedro Possas (9 e 10)
Tênis de mesa | Lucas Carvalho (9 e 10)
Tênis de mesa | Cátia Oliveira (1 a 3)
Tênis de mesa | Jean Mashki (8)
 

Confira o calendário de provas do Brasil nesta quarta-feira, 8 (no horário de Brasília):

11h30 | Vôlei sentado fem. – Brasil x Peru – final
13h30 | Vôlei sentado masc. – Brasil x Colômbia – final
17h | Goalball fem. – Brasil x Peru – final
18h30 | Goalball masc. – Brasil x Argentina – final


Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas, goalball, tênis de mesa e vôlei sentado.


Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

CRÉDITO/IMAGEM: Paola Kloker com a bola dominada em jogo de basquete em cadeira de rodas | Marcello Zambrana/ CPB

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