Maio Verde alerta para doença silenciosa que pode levar à cegueira

Maio Verde alerta para doença silenciosa que pode levar à cegueira

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce do glaucoma, que não apresenta sintomas nas fases iniciais

O mês de maio ganha um tom de alerta na área da saúde ocular com a campanha Maio Verde, dedicada à conscientização sobre o glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A mobilização está diretamente ligada ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado em 26 de maio desde 2002, marco que consolidou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo da doença no país.
 

A campanha surgiu com o objetivo de ampliar o acesso à informação e incentivar a população a realizar exames oftalmológicos regularmente, diante de um cenário preocupante. Estima-se que milhões de pessoas convivam com o glaucoma sem saber, justamente pelo caráter silencioso da doença. Ao longo dos anos, a iniciativa passou a mobilizar entidades médicas, instituições públicas e privadas em ações educativas, eventos e campanhas de orientação.
 

Silenciosa e progressiva, a doença costuma avançar sem sinais perceptíveis, o que torna o diagnóstico precoce decisivo para preservar a visão. De acordo com o oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho, o glaucoma afeta diretamente o nervo óptico e tem como principal fator de risco o aumento da pressão intraocular. “Na maioria dos casos o paciente não sente nada no início. A perda visual começa pela periferia e evolui de forma lenta, o que dificulta a percepção. Quando há sintomas, a doença já pode estar em estágio avançado”, explica.

Sem reversão
 

A campanha Maio Verde busca justamente chamar a atenção para esse comportamento silencioso. Sem acompanhamento adequado, o glaucoma pode evoluir para a cegueira, sem possibilidade de reversão. “A visão perdida não pode ser recuperada. Por isso, identificar precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para evitar a progressão”, destaca o especialista.
 

Entre os principais fatores de risco estão a pressão intraocular elevada, histórico familiar, idade acima de 40 anos, diabetes, miopia alta e o uso prolongado de corticoides. Embora seja mais comum após os 40 anos, o glaucoma também pode atingir jovens, crianças e até bebês, dependendo do tipo.
 

O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação oftalmológica completa, que inclui a medição da pressão intraocular e a análise detalhada do nervo óptico. Exames como tomografia de coerência óptica, campimetria e gonioscopia ajudam a identificar alterações e são fundamentais para o correto acompanhamento.

Com controle

O tratamento pode envolver o uso de colírios, procedimentos a laser ou cirurgia, sempre com o objetivo de controlar a doença e preservar a visão existente. “Os colírios ainda são a primeira linha, mas o laser tem ganhado espaço por sua eficácia e segurança. A cirurgia é indicada em casos mais avançados ou quando não há resposta adequada às outras abordagens”, enfatiza.
 

Mesmo sem sintomas, a recomendação do Dr. Rodrigo Carvalho é que a população mantenha consultas regulares com o oftalmologista. Para pessoas sem fatores de risco, a avaliação anual é suficiente. Já aqueles com maior predisposição devem seguir um acompanhamento individualizado.

IMAGEM/CRÉDITO: Crédito: Isabelle Venceslau
Exames como tomografia de coerência óptica, campimetria e gonioscopia ajudam a identificar alterações

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