Oito em cada 10 brasileiros acreditam que mulheres com filhos enfrentam mais obstáculos no mercado de trabalho

Oito em cada 10 brasileiros acreditam que mulheres com filhos enfrentam mais obstáculos no mercado de trabalho

Pesquisa da B3 e do Instituto Locomotiva aponta, ainda, que diversidade no ambiente corporativo é importante para 81% dos brasileiros

Para a maioria dos brasileiros, os preconceitos existentes na sociedade contra grupos sub-representados acabam se refletindo em desigualdades no ambiente corporativo. É o que revela a segunda edição do estudo Iniciativas empresariais de diversidade: a visão dos consumidores, realizado pela B3, a bolsa do Brasil, em parceria com o Instituto Locomotiva.


 

Oito em cada 10 brasileiros (77%) acreditam que mulheres com filhos enfrentam mais desafios no mercado de trabalho. Entre mulheres com filhos, esse número sobe para 86%, enquanto a taxa entre homens sem filhos é de 68%.
 

Além disso, três em cada quatro brasileiros (74%) acreditam que pessoas mais velhas têm menos oportunidades no mercado de trabalho, e 58% concordam que as diferenças entre gerações podem gerar conflitos no ambiente corporativo.
 

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, “os dados mostram que os brasileiros já percebem que as desigualdades presentes na sociedade também atravessam o ambiente corporativo. Ao reconhecer que mulheres com filhos, pessoas mais velhas e outros grupos enfrentam mais obstáculos, o país demonstra maturidade para entender que diversidade vai além da representatividade, é enfrentar as barreiras que afetam trajetórias reais. Essa consciência abre espaço para que as empresas avancem em práticas que transformam o dia a dia de quem trabalha”.
 

Diversidade como pilar estratégico no ambiente corporativo
 

O levantamento da B3 e do Instituto Locomotiva apontou que oito em cada 10 brasileiros (81%) consideram importante que marcas ou empresas apoiem a diversidade entre seus funcionários.
 

Quando o assunto é liderança, a percepção geral é que as empresas são pouco diversas. Ao serem perguntados sobre o perfil das pessoas que ocupam cargos de liderança nas empresas em que trabalham, as características mais citadas pelos respondentes foram: sem deficiência (88%), não pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+ (87%), brancos (87%) e homens (85%).
 

O estudo também revela pontos positivos dentro das empresas. Para 68% dos entrevistados, as empresas onde trabalham trata as pessoas de forma justa, independentemente de seu histórico de vida ou de características pessoais. Além disso, 65% afirmam que sua empresa está comprometida em criar um ambiente que valoriza e incentiva a diversidade.
 

“Na B3, diversidade está no centro da nossa estratégia de negócios. Como Bolsa do Brasil, queremos dar o exemplo e incentivar que outras companhias também incorporem iniciativas que promovam equidade e inclusão. Quando as companhias avançam juntas, ampliamos o impacto e contribuímos de forma mais acelerada para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, afirma Renata Caffaro, diretora de Pessoas e Comunicação Interna da B3.
 

A pesquisa on-line foi realizada com 1751 pessoas com mais de 18 anos em todo o país, entre 16 de julho e 01 de agosto de 2025, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais.

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