Os prejuízos pela falta de implementação da Avaliação Biopsicossocial Unificada no Brasil

Os prejuízos pela falta de implementação da Avaliação Biopsicossocial Unificada no Brasil

Últimos estudos foram apresentados em 2024 ao Governo Federal, mas implementação segue indefenida

A não implementação da Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência no Brasil faz com que milhões de pessoas com deficiência continuem enfrentando desigualdade, insegurança jurídica, burocracia excessiva e critérios diferentes para acessar direitos básicos.

Prevista na Lei Brasileira de Inclusão desde 2015, a avaliação ainda não foi plenamente regulamentada e aplicada de forma nacional e integrada.

Em 2023 foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial, instituído pelo Decreto nº 11.487 de 2023, com o objetivo de desenvolver uma proposta de avaliação biopsicossocial unificada da deficiência no Brasil Em 2024 o Governo Federal recebeu do Grupo de Trabalho uma proposta de implementação

https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/pessoa-com-deficiencia/acoes-e-programas/relatorio-final-gt-avaliacao-biopsicossocial-de-2024

Hoje, uma das principais perdas para os brasileiros é a falta de uniformidade nos critérios de reconhecimento da deficiência. Na prática, cada órgão público, concurso, tribunal, instituto previdenciário ou programa social pode usar parâmetros diferentes para avaliar a mesma pessoa. Isso gera situações em que um cidadão é reconhecido como pessoa com deficiência em um órgão, mas tem o mesmo direito negado em outro.

A proposta da Avaliação Biopsicossocial Unificada busca justamente substituir o modelo puramente médico, centrado apenas no diagnóstico e no CID, por uma análise mais ampla das barreiras sociais, ambientais e funcionais enfrentadas pela pessoa. O modelo segue a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a própria Lei Brasileira de Inclusão.

O Diário PcD entrevista Loni Mânica, Doutora em Educação – Pedagogia Social UCB- Universidade Católica de Brasília (2010-2013) e Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (1988-1998) 1

1 – Loni Mânica – Pós Doc em 2026. Doutora em Educação – Pedagogia Social UCB- Universidade Católica de Brasília (2010-2013). Possui Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (1988-1998). Possui Especialização nas áreas de Supervisão/Administração Escolar – UFSM(1989); Especialização em Orientação Educacional (1997)- UFSM; Especialização em Políticas e Estratégia – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra(ADESG- 1995), Especialização em Educação Especial ( 2004) e Especialização em Equidade de Gênero (OIT/CINTERFOR -2006), graduação em Pedagogia pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (1985) . Autora de dois livros na área da inclusão profissional e mercado de trabalho, autora de vários artigos publicados em revistas, livros e plataformas. Atuou como docente e coordenadora pedagógica de Instituições públicas e privadas de ensino fundamental, médio e superior, Coordenadora do curso de pedagogia/audiocomunicação; Coordenadora Técnica de Escola Agrotécnica Federal; Orientadora Educacional do Colégio Técnico Industrial da UFSM; Técnica do Ministério da Educação. Especialista em Desenvolvimento Industrial do SENAI Nacional (CNI 1999-2012), onde foi criadora do PSAI- Programa Senai de Ações Inclusivas em âmbito Nacional . Assessora na área da Inclusão e Diversidade – Comissão de Direitos Humanos do SF; Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal e na Comissão de Assuntos Sociais. Apoiou a relatoria da lei Brasileira de Inclusão. Realiza palestras no Brasil e no exterior sobre experiências na área de inclusão e diversidade, Projeto Pedagógico, Educador Social, Pesquisadora na área da Pedagogia Social e docência na inclusão profissional e ações sociais de educação. Desenvolveu pesquisas e trabalhos relacionados à inclusão das Pessoas com Deficiência em diversos Países, como: Cuba, França, Itália, Alemanha, Perú, Colombia, Chile, Espanha, EUA, Canadá, entre outros.
Na assessoria parlamentar já criou, acompanhou projetos de lei na área da inclusão e diversidade e apoiou solicitações do público externo para avançar tramitações . Atua também no atendimento ao público em gabinete parlamentar.

Compartilhe esta notícia:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Aviso de Direitos Autorais

Todos os direitos sobre os conteúdos publicados em todas as mídias sociais do Diário PcD, incluindo textos, imagens, gráficos, e qualquer outro material, estão reservados e são protegidos pelas leis de direitos autorais.
Todos os Direitos Reservados.
Nenhuma parte das publicações em todas as mídias sociais do Diário PcD devem ser reproduzidas, distribuídas, ou transmitidas de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação, ou outros métodos eletrônicos ou mecânicos, sem a prévia autorização por escrito do titular dos direitos autorais, de acordo com a legislação vigente.
Para solicitações de permissão para usos diversos do material aqui apresentado, entre em contato por meio do e-mail jornalismopcd@gmail.com ou telefone 11.99699 9955.
A infração dos direitos autorais é uma violação de Lei Federal 9.610, passível de sanções civis e criminais.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore