Evento acontece de 24 a 28 de março no Complexo Cultural Oswald de Andrade, com oficinas de música, artes visuais e expressão corporal, mostra de cinema e apresentações artísticas
Criar novas possibilidades de expressão e linguagens próprias para contar histórias a partir de limites impostos é o que o Festival PCD – Pinta, Canta e Dança realiza em mais uma edição em São Paulo, entre os dias 24 e 28 de março, no Complexo Cultural Oswald de Andrade. O evento reúne uma programação gratuita voltada à formação artística, experimentação criativa e visibilidade para pessoas com deficiência. Ao longo de cinco dias, o público poderá acompanhar oficinas, mostra de cinema, apresentações artísticas e atividades que celebram a diversidade de linguagens e expressões.
Criado pelo Movimento Cidade, o projeto nasce com um princípio central que orienta toda a sua metodologia: construir um festival pensado integralmente para pessoas com deficiência e que tem um time formado por PCDs, desde a concepção até a execução. Isso inclui uma equipe preparada para garantir uma experiência cultural verdadeiramente acessível, com produtores, monitores, oficineiros e comunicadores capacitados para atuar em um ambiente inclusivo.
“Acreditamos que acessibilidade não deve ser um complemento, mas parte da estrutura de qualquer experiência cultural. Quando pensamos em um festival desde o início para pessoas com deficiência, criamos um ambiente em que diferentes corpos, ritmos e formas de expressão podem existir com liberdade e protagonismo”, afirma Nayane Lacerda, consultora de acessibilidade do projeto.
Além de ampliar o acesso à arte, o festival também propõe um espaço de encontro e convivência entre diferentes públicos. Nesta edição, a realização em São Paulo marca mais um passo na expansão do projeto para além do Espírito Santo, estado onde a iniciativa nasceu dentro do ecossistema do Movimento Cidade.
A programação formativa do festival é estruturada em três oficinas principais que acontecem ao longo da semana. A oficina de expressão corporal Corpo em Movimento propõe práticas de consciência corporal, improvisação e experimentação de movimento. Já a oficina de artes visuais Mural do Silêncio: Cores que Falam trabalha processos de criação coletiva e expressão artística por meio de pintura e intervenção visual. Na área musical, a oficina Som e Sensação convida participantes a explorar ritmo, percepção sonora e criação musical.
“Queremos mostrar que a arte produzida por pessoas com deficiência não é uma exceção dentro da cultura, mas parte fundamental da diversidade artística contemporânea. O festival cria um espaço onde esses processos podem acontecer com liberdade, troca e reconhecimento”, afirma Daniel Gonçalves, curador da mostra de cinema do festival.
Entre os destaques da programação está a Mostra de Cinema Outros Sentidos, que reúne produções audiovisuais que abordam diferentes perspectivas sobre deficiência, corpo e diversidade. A seleção inclui filmes como Nem a Cores, de Gabriela Bagrichevsky Callado, Assexybilidade, dirigido pelo próprio Daniel Gonçalves, Deffuturismo 03 – A humanidade diversa, de João Paulo Lima, e Seliberation #3, de Estela Lapponi.
O festival também reforça seu impacto social com iniciativas voltadas à empregabilidade de pessoas com deficiência no setor cultural. Desde a edição anterior, o projeto mantém um banco de talentos e de currículos voltado exclusivamente para profissionais com deficiência, que reúne candidatos de diferentes regiões do Brasil interessados em atuar em projetos culturais.
A partir dessa iniciativa, profissionais cadastrados já foram contratados para trabalhar em edições do próprio festival e em outras atividades realizadas pelo Movimento Cidade. Além disso, os currículos recebidos passam por triagem e também podem ser compartilhados com empresas parceiras e patrocinadores interessados em ampliar a inclusão de pessoas com deficiência em suas equipes.
A iniciativa dialoga com ações realizadas em edições anteriores do projeto. Em 2024, por exemplo, o festival promoveu um encontro aberto ao público sobre empregabilidade com a participação da influenciadora e apresentadora Pequena Lo, que compartilhou sua trajetória profissional e reflexões sobre inclusão no mercado de trabalho.
Neste ano, o banco de talentos e de currículos segue ativo como uma das frentes estruturais do festival, reforçando o compromisso do projeto com a criação de oportunidades concretas para profissionais com deficiência dentro e fora do setor cultural.
A programação se encerra no dia 28 de março com apresentações artísticas resultantes das oficinas, exibição de filmes, bate-papo com o cineasta Daniel Gonçalves e apresentações musicais.
Realizado pelo Instituto Movimento Cidade e o Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o festival conta com patrocínio das empresas Lubrizol e Decolores, além de parceria com o Complexo Cultural Oswald de Andrade e o Governo do Estado de São Paulo.
Serviço
Festival PCD – Pinta, Canta e Dança
Data: 24 a 28 de março de 2026
Horário: 9h às 19h
Local: Complexo Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo (SP)
Entrada gratuita
24 de março (terça-feira)
09h às 12h
Oficina de Expressão Corporal
Corpo em Movimento
Ministrada por Keyla Ferreira (SP)
14h às 18h
Oficina de Artes Visuais
Mural do Silêncio: Cores que falam
Ministrada por Rafael Odrus (DF)
14h às 18h
Oficina de Música
Som e Sensação
Ministrada por Luiz Amorim (PR)
25 de março (quarta-feira)
09h às 12h
Oficina de Expressão Corporal
Corpo em Movimento
Ministrada por Keyla Ferreira (SP)
14h às 18h
Oficina de Artes Visuais
Mural do Silêncio: Cores que falam
Ministrada por Rafael Odrus (DF)
14h às 18h
Oficina de Música
Som e Sensação
Ministrada por Luiz Amorim (PR)
26 de março (quinta-feira)
09h às 12h
Oficina de Expressão Corporal
Corpo em Movimento
Ministrada por Keyla Ferreira (SP)
14h às 18h
Oficina de Artes Visuais
Mural do Silêncio: Cores que falam
Ministrada por Rafael Odrus (DF)
14h às 18h
Oficina de Música
Som e Sensação
Ministrada por Luiz Amorim (PR)
18h30 às 19h30
Mostra de Cinema inédita
Outros Sentidos
Filmes da sessão:
Nem a Cores, de Gabriela Bagrichevsky Callado
Assexybilidade, de Daniel Gonçalves
Deffuturismo 03 – A humanidade diversa, de João Paulo Lima
Seliberation #3, de Estela Lapponi
27 de março (sexta-feira)
09h às 12h
Oficina de Expressão Corporal
Corpo em Movimento
Ministrada por Keyla Ferreira (SP)
12h às 12h30
Entrega de certificados
14h às 18h
Oficina de Artes Visuais
Mural do Silêncio: Cores que falam
Ministrada por Rafael Odrus (DF)
18h às 18h30
Entrega de certificados
14h às 18h
Oficina de Música
Som e Sensação
Ministrada por Luiz Amorim (PR)
18h às 18h30
Entrega de certificados
18h30 às 19h30
Mostra de Cinema
Outros Sentidos
28 de março (sábado)
11h às 12h
Mostra de Cinema
Outros Sentidos – Sessão 1
Filmes:
Nem a Cores, de Gabriela Bagrichevsky Callado
Assexybilidade, de Daniel Gonçalves
Deffuturismo 03 – A humanidade diversa, de João Paulo Lima
Seliberation #3, de Estela Lapponi
12h às 13h
Sessão 2
Mona, de Mona Rikumbi
Olho Vivo, de Jéssica Teixeira e João Fontenele
Dentro da Cena, de Edgar Jacques e Tatiana Baruel
Nascida com a Manhã, de João Giry
14h
Evento de encerramento
Abertura das apresentações finais das oficinas
Mestre de cerimônia
Priscila Siqueira (SP)
14h15
Apresentação Oficina de Música
Som e Sensação
14h40
Apresentação Oficina de Artes Visuais
Mural do Silêncio: Cores que falam
15h
Apresentação Oficina de Expressão Corporal
Corpo em Movimento
15h30
Exibição do filme
Assexybilidade, de Daniel Gonçalves
16h
Bate-papo com o cineasta e curador da Mostra Outros Sentidos
Daniel Gonçalves
16h45
Apresentação musical com Luiz Amorim
17h
Apresentação musical TG DIFF
Show PCD
17h30 às 18h30
Confraternização
CRÉDITO/IMAGEM: Crédito: Mariana Lima







