Ortopedista pediátrico comenta “Ossos de Vidro” que atinge um a cada 10 mil recém-nascidos no mundo

Em 28 de fevereiro, celebra-se mundialmente o dia das Doenças Raras. A Osteogênese Imperfeita (OI) é uma dessas e se trata de um distúrbio genético do tecido conjuntivo (tipo que gera conexão entre outros tecidos do corpo) causado por uma alteração na síntese ou processamento de colágeno tipo I. A doença atinge um a cada 10.000 a 20.000 nascidos vivos no mundo e entre 50% e 65% sofrem perda da audição.
 

Os sintomas são diversos e o principal é caracterizado por uma maior suscetibilidade a fraturas ósseas e diminuição da densidade mineral óssea. Outras manifestações incluem esclera azulada (parte branca dos olhos com coloração azulada), dentinogênese imperfeita (dentes mais frágeis e sujeitos a cáries), baixa estatura, déficit auditivo na idade adulta, aumento da frouxidão ligamentar e cardiopatias valvares (ligadas às valvas aórtica, mitral, pulmonar e tricúspide).
 

Confira algumas informações sobre o tema, de acordo com o ortopedista pediátrico Rafael Yoshida, do Hospital Ortopédico AACD.

Quais os sintomas da doença?​
Devido às alterações na quantidade ou na qualidade do colágeno tipo I, diversos sinais ou sintomas podem ser esperados para os pacientes com Osteogênese Imperfeita. A doença é caracterizada pela fragilidade óssea e consequentes fraturas de repetição e deformidades angulares nos ossos longos. Outras manifestações incluem esclera azulada (parte branca dos olhos com a coloração azulada), dentinogênes e imperfeita (dentes mais frágeis e sujeitos a cáries), baixa estatura, déficit auditivo na idade adulta, aumento da frouxidão ligamentar (ausência de tensão ligamentar) e valvulopatias (alterações nas válvulas cardíacas).

Como é feito o diagnóstico da doença?​
O diagnóstico é clínico através da história pessoal e familiar e do exame físico e radiográfico. Nos casos mais duvidosos ou para especificar o tipo de OI, o sequenciamento de DNA pode ser realizado.

Quais os tratamentos para doença?​
O tratamento varia com a idade, gravidade e status funcional dos pacientes. O tratamento clínico consiste no uso de medicamentos chamados bifosfonatos (entre eles: pamidronato intravenoso, zolendronato intravenoso e alendronato oral são os mais utilizados). Eles diminuem o risco de fratura, diminuem a dor e melhoram a densidade mineral óssea.
O tratamento cirúrgico consiste em correção das deformidades ósseas através de osteotomias (cortes ósseos), alinhamento e fixação intramedular (no canal do osso).
Dessa forma, o osso alinhado e protegido fica menos susceptível a fraturas. Isso diminui períodos de imobilismo e permite com que o paciente realize suas terapias e reabilitação.
É claro que uma equipe multidisciplinar é essencial para o sucesso do tratamento.


Sobre a AACD

Fundada em 1950, a AACD possui uma infraestrutura completa dedicada à reabilitação e habilitação de pessoas com deficiências físicas e pacientes ortopédicos — composta por um hospital ortopédico, sete unidades de reabilitação e cinco oficinas para fabricação de produtos ortopédicos. Realiza em média 800 mil atendimentos anuais para pacientes de todas as idades, via SUS, particular e convênios.
 

A AACD ainda conta com a unidade escolar AACD Lesf, a área de ensino e pesquisa para disseminar conhecimentos, a AACD Esporte, que contribui por meio da prática esportiva para a inclusão da pessoa com deficiência, e com a cooperação técnica, que leva o padrão de excelência e a expertise da instituição para diversas partes do Brasil, por meio de entidades parceiras. Para mais informações, acesse o site da AACD.

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