OPINIÃO
- * Por Oswaldo Freire
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pretende elaborar diretrizes para orientar o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos planos de saúde.
A proposta busca melhorar a qualidade da assistência, integrar os profissionais, garantir a continuidade das terapias e oferecer maior clareza às famílias atípicas.
A iniciativa também prevê a participação do Poder Judiciário, das operadoras, das sociedades médicas e de outros profissionais da saúde.
E as instituições representativas dos teanos ??
É importante insistir: “nada sobre nós sem nós”!!
A intenção da ANS não é estabelecer um protocolo único e rígido, mas orientações flexíveis, adaptadas às necessidades individuais de cada pessoa.
É fundamental que essas diretrizes respeitem a prescrição clínica, a diversidade do espectro e os direitos dos beneficiários, sem representar retrocessos na cobertura assistencial.
Até o momento, trata-se de uma proposta em discussão, não de uma nova regra já aprovada, porém a comunidade autista precisa ser ouvida e participar desse processo.
A necessária autonomia dos teanos se constrói com a família e também com apoio de todos órgãos oficiais e particulares.

- * Oswaldo Freire é autor do livro O DESAFIANTE MUNDO DO AUTISTA, da Cartilha VEREADOR e AUTISMO e Guia Prático para Municípios
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