Pesquisa da B3 e do Instituto Locomotiva mostra, ainda, que comunidade LGBTQIAPN+ é a qual maior parcela de brasileiros admite discriminar. Na visão dos entrevistados, o grupo que mais sofre preconceito é o de pessoas com deficiência (80%) enquanto as mulheres aparecem como o grupo menos afetado (69%).
Desde 2023, diminuiu o percentual de brasileiros que não sabe definir o que é diversidade, indicando uma maior incorporação do termo ao vocabulário das pessoas. Os dados são da segunda edição do estudo Iniciativas empresariais de diversidade: a visão dos consumidores, realizado pela B3, a bolsa do Brasil, em parceria com o Instituto Locomotiva. A primeira edição da pesquisa aconteceu em março de 2023.
Hoje, 9% dizem não saber o significado da palavra; em 2023, eram 15% dos entrevistados. Quatro em cada dez (39%) participantes da segunda edição do estudo associam espontaneamente o termo à palavra “diferenças”. Apenas 1% faz associações negativas à diversidade.
Para a diretora de Pessoas e Comunicação Interna da B3, Renata Caffaro, “os avanços em diversidade são reais, mas ainda convivemos com desinformação: milhões de pessoas ainda não conseguem definir o tema. Para as empresas, isso não é um dado neutro, é um alerta. Como Bolsa do Brasil, entendemos que DE&I é uma agenda estratégica e atuamos para apoiar as companhias com referências e ferramentas que acelerem trilhas consistentes de diversidade, que são estratégicas para os negócios e cada vez mais demandadas pela sociedade”.
O levantamento mapeou percepções sobre pessoas negras, pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, pessoas mais velhas, pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes. Na visão dos entrevistados, o grupo que mais sofre preconceito é o de pessoas com deficiência (80%) enquanto as mulheres aparecem como o grupo menos afetado (69%).

No geral, nove em cada dez pessoas (91%) consideram o Brasil um país preconceituoso, mas apenas 35% reconhecem ter algum tipo de preconceito contra grupos sub-representados. Entre os que admitem preconceito abertamente, 25% dizem ser preconceituosos contra a população LGBTQIAPN+, o maior percentual de discriminação entre os grupos sub-representados.
Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, “a pesquisa revela uma contradição que ajuda a entender o Brasil de hoje. A maioria dos brasileiros reconhece que vive em um país preconceituoso, mas apenas uma parcela muito menor admite algum nível de preconceito em si. Ainda assim, mesmo tímido, esse movimento tem significado. Ele mostra que parte da sociedade começa a admitir que o problema não está apenas nas estruturas, mas também nas atitudes individuais.”
Percepção reflete realidade de discriminação
O estudo da B3 e do Locomotiva apontou que 64% dos brasileiros que fazem parte de pelo menos um grupo sub-representado já sofreram preconceito, sendo PcDs (82%) e pessoas LGBTQIAPN+ (82%) os mais afetados.
As discriminações aconteceram, segundo os participantes da pesquisa, nos seguintes espaços: em alguma loja, restaurante ou espaço de consumo (42%), na escola ou universidade (40%), na rua (40%), no trabalho (37%), em serviços de atendimento, como bancos e cartórios (34%), em casa ou no convívio familiar (29%) e em outro espaço ou ocasião (38%).
Além disso, 44% dos brasileiros pertencentes a grupos sub-representados declararam que já tiveram sua capacidade subestimada/questionada no ambiente de trabalho por conta da cor da pele, orientação sexual, gênero, idade, deficiência ou neurodivergência.
A pesquisa on-line foi realizada com 1751 pessoas com mais de 18 anos em todo o país, entre 16 de julho e 01 de agosto de 2025, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais.
Acesse em: B3 | Iniciativas empresariais de diversidade: a visão dos consumidores
B3 lança guia para orientar empresas sobre as melhores práticas em diversidade e inclusão
Considerando o papel central que os temas relativos à diversidade e inclusão ocupam dentro da estratégia de negócio da B3, a bolsa lança, nesta quinta-feira (23), a segunda edição do guia de boas práticas Investimos em Diversidade. A elaboração do conteúdo foi feita em parceria com o Instituto Locomotiva.
A publicação tem por objetivo atualizar as práticas de DE&I, destacando tendências e iniciativas recentes; reunir perspectivas de lideranças e profissionais de mercado; compartilhar a trajetória interna da bolsa contribuindo para construção de referências para o mercado; mostrar como DE&I podem atuar como diferenciais competitivos e sustentáveis para as empresas.
O guia está dividido em duas seções: a Agenda Atual de DE&I, com um panorama de dados e evidências da maturidade desta pauta dentro das marcas e empresas, e Boas Práticas que Fazem a Diferença, com exemplos, inclusive internos, de ações que potencializam a diversidade e equidade dentro do mercado de trabalho.
A 2ª edição do guia de boas práticas Investimos em Diversidade pode ser acessado gratuitamente no link: B3 | Investimos Em Diversidade – Guia de Boas Práticas – 2ª edição
Sobre a B3
A B3 S.A. (B3SA3) é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e uma das maiores em valor de mercado, entre as líderes globais do setor de bolsas. Conecta, desenvolve e viabiliza o mercado financeiro e de capitais e, junto com os clientes e a sociedade, potencializa o crescimento do Brasil.
Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Chicago, Londres, Singapura e Xangai, desempenha funções importantes no mercado pela promoção de melhores práticas em governança corporativa, gestão de riscos e sustentabilidade.





