Relação atualizada em 13 de setembro reúne 108 nomes, com divisão exatamente igual entre homens e mulheres com deficiência ou pais e mães atípicas e candidatos com relação direta com o segmento
O levantamento realizado pelo Diário PcD para ampliar a cobertura das Eleições 2026 revela um dado que chama a atenção: entre as candidaturas identificadas e relacionadas diretamente à pauta das pessoas com deficiência, há praticamente equilíbrio entre homens e mulheres.
A relação nominal atualizada em 13 de setembro reúne 108 nomes de candidatos ao Senado Federal, Câmara dos Deputados, Câmara Distrital e Assembleias Legislativas. 54 homens e 54 mulheres – Ou seja, 50% homens e 50% mulheres

Um retrato da participação política
O resultado chama atenção porque mostra que a presença feminina entre as candidaturas relacionadas à deficiência não aparece como participação meramente residual.
Na relação estão nomes de mulheres concorrendo a diferentes cargos e em diferentes regiões do país. Há candidaturas femininas ao Senado, à Câmara dos Deputados, às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital.
São Paulo concentra grande número de candidaturas
A divulgação mostra também uma forte concentração de nomes no estado de São Paulo.
Para a Câmara dos Deputados, são listadas 14 candidaturas, entre homens e mulheres. Já para a Assembleia Legislativa, aparecem 18 nomes.
Entre os candidatos paulistas estão pessoas que levam em seus próprios nomes de urna referências à inclusão, ao autismo, à deficiência, à cadeira de rodas e a outras experiências relacionadas à pauta.
A pauta da deficiência chega às urnas
O levantamento do Diário PcD não se limita a candidatos que necessariamente são pessoas com deficiência. A relação também contempla candidaturas vinculadas à defesa de direitos, inclusão, autismo, acessibilidade e à experiência familiar ou profissional relacionada à deficiência.
Por isso, mais do que contar homens e mulheres, o levantamento procura mostrar quem está colocando a pauta da deficiência no centro do debate eleitoral – de acordo com critérios adotados pelo Departamento de Jornalismo do Diário PcD, responsável pelo projeto ELEIÇÕES INCLUSIVAS 2026.
A presença de 108 candidaturas consideradas na análise — com 54 homens e 54 mulheres — oferece um recorte importante para acompanhar como essa pauta poderá ocupar espaço no Legislativo brasileiro a partir de 2027.

Mais do que números
Para o eleitor com deficiência e para suas famílias, entretanto, a quantidade de candidaturas é apenas o primeiro dado a ser observado. O desafio está em conhecer o que cada candidato pretende fazer.
Saúde, reabilitação, educação inclusiva, emprego, renda, acessibilidade, mobilidade, tecnologia assistiva, avaliação biopsicossocial, políticas para pessoas autistas e orçamento público são alguns dos temas que precisam sair dos discursos genéricos e chegar às propostas concretas.
A pergunta, portanto, não deve ser apenas “quantos candidatos defendem a pauta da deficiência?”, mas também: Quais deles apresentam propostas objetivas? Quais têm metas? Quais indicam recursos? E, principalmente, quais estarão dispostos a construir políticas públicas com a participação direta das pessoas com deficiência?
Porque, nas Eleições Inclusivas 2026, representatividade também significa participação efetiva nas decisões.






