Pessoas com Deficiência preenchem 97,7% das vagas da Lei de Cotas nas metalúrgicas de Osasco e Região

De acordo com a 19ª pesquisa da Lei de Cotas – Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, 97,7 % das vagas destinadas pela Lei de Cotas estavam preenchidas nas metalúrgicas de Osasco e região. Os dados foram divulgados nos últimos dias de março de 2025.

O estudo também mostra que das 68 analisadas, 54,4% delas cumpriam 100% ou mais da Lei de Cotas, e apenas 4,4% não contratavam nenhuma pessoa com deficiência. (Leia a pesquisa na íntegra: clique aqui )

A pesquisa foi realizada pelo Sindicato, com apoio da Gerência Regional do Trabalho em Osasco e do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho da SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo).

Trabalhadores e representantes de empresas que lideraram as contratações participaram da apresentação dos resultados.

Juliana Mattar, da Mineração Taboca, localizada em Pirapora do Bom Jesus: “A Mineração Taboca percebeu que receber pessoas com deficiência é uma obrigatoriedade, a gente não está fazendo favor para ninguém. Isso para a gente depois de um tempo, e já adianto que não é fácil, é uma mineradora de grau de risco quatro, boa parte da nossa sinalização de fato ou é visual ou sonora, que acaba restringindo bastante o nosso público. A gente decidiu girar a chave, através de um trabalho de conscientização muito grande, porque a gente tem que fazer conscientização com a nossa base, com a nossa liderança, a gente tem que preparar as pessoas para receber outras que tem algum tipo de necessidade especial, para não ser uma pessoa jogada lá no ambiente de trabalho única e exclusivamente para cumprir uma cota”.

“A contratação de pessoas com deficiência para a gente representa muito mais que uma cota, também falo com orgulho que temos pessoas com deficiências do operacional à nossa diretoria, a gente tem operadores, técnicos, analista, engenheiros, coordenadores, gerentes e diretores com deficiência. A nossa filosofia é que a pessoa com deficiência tem que ser valorizada pela competência, pelo trabalho e não por outra categoria.”

Rodrigo Moreira, da Modular Data Centers, localizada em Santana de Parnaíba: “Nós contratamos pessoas, independentemente de terem ou não deficiência. Hoje, temos PcDs em todas as áreas da empresa, em todos os cargos e níveis, porque, acima de tudo, contratamos pessoas”.

“Às vezes, o gestor recebe uma pessoa com deficiência e pensa: ‘Mas ele não sabe trabalhar, não tem habilidade… Já passou por três, quatro, cinco empresas e não aprendeu.’ Mas quem sabe se, nessas empresas, ele foi tratado apenas como uma cota? Se não dermos oportunidade e não ensinarmos, ele nunca vai aprender. Aqui, na Modular, fazemos diferente: ele não é uma cota, é um trabalhador, um profissional.”

Ato e Canto pela Vida, tem nova edição em 27 de abril

No último domingo de abril será realizado o Ato e Canto pela Vida, uma manifestação para fortalecer o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho.

O encontro será em praça pública onde estão sendo esperados trabalhadores, cipeiros, dirigentes sindicais, gestores governamentais, jornalistas e artistas geniais.

  • Dia: 27 de abril
  • Horário: 11h as 14h

Local: Praça Vladimir Herzog – Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato (ao lado da Praça das Bandeiras e da Câmara Municipal de São Paulo)

Crédito: (Texto de Igor Souza)

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