O Prefeito de São Caetano do Sul se manifestou neste sábado, 9, sobre o pronunciamento de Mauro Checkin, seu ex Secretário de Esportes que deverá explicar ao Ministério Público sobre “temos problemas com autistas e com deficientes”
O prefeito de São Caetano do Sul, “Tite Campanella”, afirmou estar “chocado” com as declarações do então secretário municipal de Esportes, Mauro Chekin, sobre pessoas com deficiência. As falas, consideradas capacitistas, provocaram forte repercussão política e social e culminaram no pedido de exoneração do secretário.
“Acho que todo mundo está chocado com o que a gente acompanhou na audiência da Secretaria de Esportes na Câmara. A gente demorou até um tempo para poder entender tudo o que aconteceu nesse processo”, afirmou em entrevista ao ABCD Jornal.
Segundo o prefeito, as declarações não representam os valores da administração municipal nem a política de inclusão defendida pela cidade.
O episódio ocorreu durante uma audiência pública na Câmara Municipal, quando Mauro Chekin afirmou ter dificuldades para lidar com pessoas com deficiência e classificou a inclusão como um “problema”. A repercussão foi imediata, com críticas de entidades do movimento PcD, atletas paralímpicos, parlamentares e do Ministério do Esporte.
Após a pressão pública, Chekin deixou o cargo. O caso ampliou o debate sobre capacitismo institucional e a necessidade de preparo de gestores públicos para atuar em políticas inclusivas.
Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “a reação do prefeito é importante, mas esperamos que o município também avance em ações concretas de conscientização, capacitação e fortalecimento das políticas públicas de inclusão. Esperamos que a administração esteja – realmente, preparada e interessada em praticar a verdadeira inclusão e acessibilidade”.
Campanella afirmou que “temos um comprometimento com a inclusão que eu achei que já fazia parte do DNA de todo mundo”. O prefeito ainda não anunciou o substituto de Checkin.
IMAGEM/CRÉDITO: Diário do Grande ABC
Ministério Público firmou TAC com Furlan, ex Secretário da Educação de Barueri, que também atacou pessoas com deficiência
O Ministério Público de São Paulo firmou um TAC com o ex-secretário de Educação de Barueri Celso Furlan após declarações sobre alunos com deficiência. Com o acordo, foi arquivado o pedido de abertura de inquérito civil.
Furlan aceitou pagar uma indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo e um pedido público de desculpas nas redes sociais. Ele foi demitido após a divulgação de áudios com falas consideradas discriminatórias.
O MP avaliou que a medida tem caráter pedagógico, posição apoiada por parlamentares que acionaram o órgão. Furlan afirma que suas declarações foram tiradas de contexto e nega intenção de desrespeito.





