Medicação Ocrevus® (ocrelizumabe) tem custo anual da terapia avaliado em US$ 65.000 nos EUA. Associação afirma que sonho das famílias fica à mercê da judicialização ou batalhas com operadores de saúde.
A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou na segunda-feira (20/7) a ampliação de uso do medicamento para a faixa etária pediátrica do Ocrevus® (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).
Agora, o medicamento pode ser indicado para pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg. O produto é um anticorpo monoclonal recombinante que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.
De acordo com pesquisa realizada pela ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “o custo anual da terapia com Ocrevus é de US$ 65.000 nos EUA. A ligação do Ocrevus à proteína CD20 induz uma sequência de autodestruição nas células B, mitigando assim a cascata inflamatória observada em pacientes com esclerose múltipla.
A esclerose múltipla é uma doença crônica, progressiva e potencialmente incapacitante. É considerada uma condição rara no público pediátrico, correspondendo a aproximadamente 3% a 5% dos casos. Embora menos frequente do que na população adulta, a doença costuma apresentar atividade inflamatória significativa nos pacientes mais jovens, maior frequência de surtos e potencial impacto sobre o desenvolvimento cognitivo, educacional e social, tornando importante o acesso precoce a terapias modificadoras da doença.
De acordo com a Associação, “a autorização da comercialização da medicação no Brasil é uma conquista, mas, infelizmente, é uma realidade quase que impossível para as famílias brasileiras. O sonho de oferecer qualidade de vida para uma criança fica à mercê de processos judiciais intermináveis ou batalhas constantes com operadoras de saúde que negam esse tipo de tratamento”.
O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (20/7).
Confira a Resolução 2.831/2026 no DOU.
Fonte: Comunicação Social da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Pesquisa: https://www.dvcstem.com/post/kesimpta-vs-ocrevus



