Agenda do Instituto Incluir, viabilizada por meio dos projetos Pulsar e Esportivamente, reuniu universidades, organizações sociais e especialistas em diferentes cidades portuguesas, com foco na inclusão de pessoas com deficiência

O Instituto Incluir realizou uma agenda de intercâmbios em Portugal, com atividades nas cidades de Lisboa, Porto, Esposende e Oeiras. A iniciativa reuniu universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil e organismos internacionais em torno de temas como inclusão de pessoas com deficiência, educação, saúde integral e cooperação institucional.
A rodada internacional foi viabilizada por meio de dois projetos do Instituto Incluir voltados a cursos de extensão em práticas inclusivas, o Pulsar e o Esportivamente. Um dos principais eixos da programação ocorreu na Universidade do Porto, tradicional em Portugal. No campus da universidade, o Instituto brasileiro desenvolveu uma série de atividades em parceria com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que celebra 45 anos de trajetória.
Entre os destaques, uma aula ministrada pela presidente do Instituto Incluir, a psicóloga e educadora Carina Alves, para estudantes de mestrado, ampliando o diálogo sobre bem-estar emocional em contextos acadêmicos e projetos sociais.
No parque da universidade, a oficina “Passarinhar” combinou práticas de yoga e técnicas de respiração em um encontro voltado para mulheres. A atividade contou com a participação da organização Sexto Sentido PT, que levou pessoas com deficiência visual para a experiência.
Ainda dentro da programação na Universidade do Porto, o projeto Literatura Acessível foi apresentado como ferramenta de inclusão. As oficinas de leitura de títulos protagonizados por crianças com deficiência e a atividade de escrita com os pés reuniram estudantes de Serviço Social e turmas do ensino médio de escolas portuguesas.
“A inclusão precisa ser pensada de forma transversal na educação, na saúde, na cultura, no esporte e nas políticas públicas. Esse intercâmbio mostra o quanto a troca entre organizações e países fortalece práticas mais acessíveis e amplia o olhar sobre a pessoa com deficiência, não pelas limitações, mas pelas suas potencialidades”, afirma Carina Alves.
Roteiro teve programação em várias cidades portuguesas
O roteiro do Instituto Incluir em Portugal contou ainda com participação em conferências internacionais, visitas técnicas e encontros com organizações da sociedade civil. Em Lisboa, uma reunião institucional com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) para a Educação, Ciência e Cultura – Portugal discutiu possibilidades de cooperação.
Em Esposende, visitas ao Clube Hípico do Norte tiveram como foco práticas de inclusão por meio do contato com a natureza e o esporte, um dos principais eixos de atuação do Instituto Incluir no Brasil.
Já em Carnaxide, no município de Oeiras, a delegação brasileira participou de um seminário promovido pelo Conselho Nacional de Educação e pela OEI, com foco em políticas públicas educacionais.
A agenda também incluiu articulações com instituições voltadas à formação de profissionais e à promoção da educação inclusiva, fortalecendo redes de cooperação entre Brasil e Portugal.
Embaixador mirim do Instituto Incluir leva metas da ONU para as discussões
Um dos destaques do roteiro internacional foi a participação de Vicente Sanches, de 12 anos, estudante gaúcho autista e embaixador mirim do Instituto Incluir. O adolescente levou sua vivência para a Universidade do Porto, onde participou de atividades acadêmicas abordando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global da ONU voltada a temas como educação, inclusão e meio ambiente.
Em suas falas, Vicente conectou experiências do cotidiano com desafios globais, destacando o papel de crianças e adolescentes na construção de uma sociedade mais inclusiva. Desde 2024, o estudante acompanha a atuação do Instituto Incluir ao lado da mãe, Vanessa Sanches, diretora executiva da organização, participando de ações de mobilização, projetos e iniciativas de engajamento social.
A presença de Vicente Sanches no roteiro internacional reforça a importância do protagonismo de pessoas com deficiência em espaços de debate e formação. “Quando um menino de 12 anos, autista, sai do interior do Rio Grande do Sul para falar em uma universidade na Europa, isso reposiciona o debate. Mostra que a inclusão também passa por escuta e protagonismo”, afirma Carina Alves.
Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado e presidido pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.
CRÉDITO/IMAGEM: Estudantes portugueses conhecem projeto Literatura Acessível, do Instituto Incluir, organização brasileira voltada para a inclusão (crédito da foto: divulgação)






