ANAPcD aciona Ministério Público Federal após comentários do Pânico sobre decisão do STF

ANAPcD aciona Ministério Público Federal após comentários do Pânico sobre decisão do STF

Entidade confirmou no início da noite desta quarta-feira, 12, que acionou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão para apurar os comentários. Instituto Oceano Azul já encaminhou Representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando apurações.

A ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência informou no início da noite desta quarta-feira, 12, que encaminhou à PFDC – Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão um pedido de apuração sobre comentários feitos no programa Pânico, da Jovem Pan, a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada aos direitos das pessoas com deficiência e autistas, que foram questionadas pelo Instituto Oceano Azul (ADI 7779) e ANAPcD (ADI 7790).

A manifestação da entidade ocorre após comentários realizados durante o programa em relação à decisão do STF que determinou o cumprimento de direitos previstos na Constituição Federal, reforçando a necessidade de que não haja discriminação contra pessoas com deficiência e pessoas autistas, que foram prejudicadas como, por exemplo, com a Reforma Tributária.

Segundo a ANAPcD, “o objetivo do pedido encaminhado à PFDC é solicitar a apuração dos fatos e verificar se as declarações veiculadas no programa podem ter ultrapassado os limites da liberdade de expressão e atingido direitos assegurados às pessoas com deficiência”.

A iniciativa da entidade ocorre na sequência de outra representação apresentada nesta terça-feira. O Instituto Oceano Azul comunicou que encaminhou ao MPRJ – Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro uma representação relacionada aos comentários feitos no programa.

Agora, a ANAPcD leva a questão à esfera federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Público Federal voltado à defesa dos direitos constitucionais e à proteção de grupos e segmentos em situação de vulnerabilidade.

A entidade destaca que a discussão envolve não apenas a liberdade de manifestação, mas também a responsabilidade na abordagem de direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, especialmente aqueles relacionados à igualdade e à proteção das pessoas com deficiência.

A representação apresentada pela ANAPcD deverá ser analisada pelo Ministério Público Federal, que poderá avaliar os fatos e adotar as providências que considerar cabíveis.

O caso amplia a repercussão das declarações feitas no Pânico e coloca em debate os limites entre liberdade de expressão, responsabilidade na comunicação e o respeito aos direitos das pessoas com deficiência e autistas.

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